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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ EVANDRO SILVA OLIVEIRA

2025-02-19 10:43:29.004

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ EVANDRO SILVA OLIVEIRA
DATA: 28/02/2025
HORA: 14:00
TÍTULO: “Saberes entre terreiros - religião de matriz-africana e a escola: filosofia da ancestralidade no ensino antirracista”.
PALAVRAS-CHAVES: Ancestralidade; Epistemologia; Encruzilhada; Filosofia.
PÁGINAS: 103
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
RESUMO: A partilha que realizamos nesta pesquisa, decorre dos estudos que desenvolvemos e produzimos a partir de impressões, leituras, aplicação de intervenção e pesquisa no Programa de Mestrado em Rede – Mestrado Profissional em Filosofia – Prof-Filo, vinculado a Universidade Federal do Maranhão. Este trabalho sobre saberes entre o terreiro da escola e o terreiro da religião de matriz africana e religião afro-brasileira, é uma escrita para pensar e exercitar uma epistemologia negra, a partir da filosofia da ancestralidade e de uma filosofia africana. A “filosofia da ancestralidade está na encruzilhada do pensamento contemporâneo” (Oliveira, 2012, p. 30). Então, nossa escrita demarca a ancestralidade como categoria analítica, e também uma epistemologia, sob a signa do entendimento forjado por Eduardo D. de Oliveira (2021), como um território – lugar em que se dão trocas simbólicas, materiais, linguísticas, afetiva e energéticas marcada pelo princípio de reciprocidade. Onde tudo se inclui, passa e acontece. É o lugar da habitação da diversidade e da existência. Como categoria conceitual a ancestralidade está na pretensão de compreender o mundo. Exercitamos experiências das/nas encruzilhadas promovendo uma “gira”, que urge no campo da educação, um território afro-brasileiro marcado pela diversidade e, também, por outro lado, há que considerar a questão latente no próprio ensino da filosofia no Brasil, que historicamente negou, subalternizou e invisibilizou os conhecimentos relacionados a cultura e saberes africanos, indígenas e afrobrasileiros, e do pensar filosófico afrocentrado. Por isso, é significativo e necessário a este estudo, que trilha por questões da Filosofia Africana no “cruzo” com a Filosofia da Ancestralidade, uma gira no ensino de filosofia na escola. Entendemos escola, como “terreiro” – espaço – do saber e filosofia ocidental. Nessa trilha investigativa atentamos também na observação de como a filosofia afrodiaspórica se desenvolveu a partir da experiência de escravidão e racismo na diáspora africana, bem como do papel da filosofia como potencialidade para elaboração de estratégias de combate ao racismo estrutural no ambiente escolar, em caso especifico, na Escola Estadual Walkise da Silveira Vianna que fica localizada em Marabá no estado Pará. Considerando a busca de cruzo e a investigação dos aspectos da história da filosofia africana, da Antiguidade aos dias atuais, deparamos, na atualidade, com demarcações no pensamento histórico filosófico de que o pensamento africano, como ponto de partida e caminhadas para as encruzilhadas filosóficas com foco no ensino se apresenta como uma plêiade pluriversal. Nessas trilhas encruzas encontramos aberturas para os estudos de pensadores clássicos africanos, como Ptahhotep, Imhotep, bem como os filósofos e filosofas africanos(as) contemporâneos como, por exemplo Kwasi Wiredu (Gana, 1931-2022) John Mbiti (Quenia, 1931-2021), Sophie B. Oluwode (Nigéria, 1935-2018), Marimba Ani (antropóloga, EUA, 1964), Fatma Haddad-Chamakh (Tunísia,1936-2013), Cheikh Anta Diop (Senegal, 1923-1986), Achille Mbembe (Camarões,1957), Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí (Nigéria,1957), Joseph Ki-Zerbo (historiador, Burkina Farso,1922-2006)); o filosofo americano Olúfẹ́mi Táíwò (EUA, 1990), os do caribe como por exemplo Frantz Fanon (1925, 1961), dentre outros. Assim como possibilidades para examinar temas como: a influência da filosofia africana na filosofia afrodiaspórica, na filosofia afro- brasileira bem como no ensino afrorreferenciado. Enveredamos pelo ensaio de abordagem da pesquisa cartográfica para cartografar os saberes de terreiros e das tramas educativas políticas e filosóficas, no desabrochar das Vozes-Terreiro-Escola, como abertura aos processos e a problematização da condição do ser/devir negro na sociedade, e das Vozes-Religião de Matriz Africana, Vozes-Religião Afro-brasileira de personagens da Umbanda, alternando vida e filosofia. Essa escritural textual apresentada como uma dissertação foi escrita pelas ideias quase sempre abertas da cart(a)-ografia com uma linguagem ora filo-poética, ora filosófica, ora técnica, ora filo-poética-técnica, que se divide-se em Cartas-Ensaios – “cartas filosóficas” e carregam em si a marca da ancestralidade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1207444 - ACILDO LEITE DA SILVA
Externo ao Programa - 1563443 - ANGELO RODRIGO BIANCHINI
Interno - 2175160 - PLINIO SANTOS FONTENELLE

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