Banca de DEFESA: MARCOS MADJER SOUZA MORAIS
2024-09-16 13:38:58.951
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS MADJER SOUZA MORAIS
DATA: 25/09/2024
HORA: 16:30
LOCAL: PPGS/CCIM
TÍTULO: TRÂNSITOS DA MASCULIDADE NEGRA À NORDESTINA E O TORNAR-SE NEGRO E GAY EM IMPERATRIZ/ MA
PALAVRAS-CHAVES: Homofobia. Imperatriz. Interseccionalidade. Maranhão. Masculinidade. Racismo.
PÁGINAS: 155
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO: A presente dissertação tem por objetivo a análise interseccional das subjetividades de
agentes sociais específicos que são, neste caso, homens negros e gays que residem em
Imperatriz, cidade do estado do Maranhão. O foco principal do trabalho é o de
compreendermos a forma como se projeta suas relações homoafetivas, no que tange a
escolha de seus parceiros sexuais e amorosos. A cidade de Imperatriz serve como pano
de fundo das análises que foram realizadas por este trabalho. Desse modo, a análise
desse trabalho se baseia em uma premissa principal que é a de raça, em se tratando do
racismo, que se intersecciona com as demais formas de opressão, como o de gênero, no
que se refere as exigências da masculinidade, e de sexualidade, com relação à
homofobia. Assim, dentre os autores utilizados como arcabouço teórico, vale ressaltar a
presença de: Neusa Santos Souza, Raweyn Connell, Patricia Hill Collins e bell hooks. O
objetivo principal da pesquisa é o de compreender as experiências de cada entrevistado
em torno das suas relações afetivo-sexuais, e de que modo o racismo, homofobia e a
masculinidade afetam seus vínculos com outros parceiros, sejam eles apenas sexuais ou
amorosos. O intuito é analisar, a partir do campo epistemológico da interseccionalidade,
a ação conjunta de cada mecanismo de opressão. A metodologia utilizada na pesquisa
foi a etnográfica, de observação participante e pesquisa qualitativa. O trabalho de campo
envolveu entrevistas com 12 participantes, e visitas em três bares da cidade, o Pub
Fitcion, Casarão Bar e Esquina Bar espaços de entretenimento noturno da cidade, e
que circulam membros da comunidade LGBTQIAPN+. Constatou-se, através dos
relatos dos entrevistados, que eles encaram o racismo como fator preponderamente de
preterimento afetivo, contribuindo para a falta de relacionamentos duradouros. Portanto,
destaca-se a colaboração epistemológica da interseccionalidade como ferramenta de
análitica de compreensão das vivências de cada participante, entendendo suas
experiências por meio do cenário semântico que abordou seu autoreconhecimento
enquanto negro, a aceitação de sua homossexualidade, e o modo como a masculinidade
reprimiu sua sexualidade e subjetividade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1115710 - AMANDA GOMES PEREIRA
Interno - 1522596 - VANDA MARIA LEITE PANTOJA
Externo ao Programa - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Co-orientador - 1075973 - KARINA ALMEIDA DE SOUSA