Banca de QUALIFICAÇÃO: CARMELITHA AGUILAR CARLOS PEREIRA
2024-11-21 10:51:30.339
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARMELITHA AGUILAR CARLOS PEREIRA
DATA: 27/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/anh-bcvq-pmn
TÍTULO: DA CASA AO SERVIÇO: uma análise da Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz
PALAVRAS-CHAVES: Mulheres, Imperatriz, Violência doméstica, Casa da Mulher Maranhense, Enfrentamento da violência.
PÁGINAS: 112
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO: Esta pesquisa analisa a Casa da Mulher Maranhense, localizada em Imperatriz/MA, como serviço público no enfrentamento à violência contra as mulheres. Nessa perspectiva, questiona-se as condições em que os serviços são implementados e os reais impactos dessas políticas públicas de enfrentamento à violência nas trajetórias de vida das mulheres atendidas, especialmente à luz das desigualdades estruturais de raça, classe e gênero que atravessam a Casa. O estudo desafia a lógica de políticas públicas que muitas vezes carecem de efetividade e continuidade, ao mesmo tempo em que explora o potencial transformador de um espaço como a Casa, que promete, mas nem sempre entrega, suporte integral às vítimas de violência. A metodologia combina etnografia, análise documental e entrevistas com os profissionais que atuam na Casa, permitindo uma investigação profunda sobre as práticas institucionais, os desafios enfrentados e as contradições de uma rede de atendimento às mulheres em situação de violência que opera em um contexto de desigualdades históricas. O objetivo é desvelar a função da Casa da Mulher Maranhense na promoção dos direitos humanos das mulheres, entendendo-a como um serviço público habitando um espaço que não apenas oferece atendimento, mas que também constrói ou deveria construir redes de apoio e sociabilidade capazes de romper com ciclos de violência. Guiada por referenciais teóricos robustos, como os estudos de Saffioti (2004) sobre patriarcado e violência, Das (2011) sobre violência, gênero e cotidiano, Foucault (1988) sobre poder e disciplina, além de pensadoras como Louro (2018), Rubin (1975), Scott (1989) e Butler (1998), a pesquisa aponta para as interseccionalidades que moldam a experiência das mulheres que acessam os serviços. Mais do que um diagnóstico, este trabalho é um chamado à ação: compreender a Casa da Mulher Maranhense em toda a sua complexidade é um passo fundamental para tratar dos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1075973 - KARINA ALMEIDA DE SOUSA
Interno - 1522596 - VANDA MARIA LEITE PANTOJA
Externo à Instituição - ROSSANA MARIA MARINHO ALBUQUERQUE - UFPI
Co-orientador - 3336298 - MAYNARA COSTA DE OLIVEIRA SILVA