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Banca de DEFESA: CARMELITHA AGUILAR CARLOS PEREIRA

2025-08-15 18:39:07.008

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARMELITHA AGUILAR CARLOS PEREIRA
DATA: 22/08/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de aula do PPGS
TÍTULO: “TEM MULHER QUE VOLTA, TEM MULHER QUE SOME”: a atuação da Casa da Mulher Maranhense no combate a violência doméstica
PALAVRAS-CHAVES: Violência doméstica, Casa da Mulher Maranhense, Enfrentamento da violência, Interseccionalidade, Imperatriz/MA, Serviços públicos.
PÁGINAS: 160
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO: Esta pesquisa insere-se no debate sobre as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres e as tensões entre suas promessas normativas e a implementação concreta nos serviços estatais. Ao investigar a Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz/MA, indaga-se se e como esse serviço promove os direitos humanos das mulheres e contribui para o rompimento do ciclo de violência, considerando os entraves de um contexto socioeconômico desigual e de um sistema de justiça que frequentemente revitimiza suas usuárias. O objetivo do estudo é compreender as dinâmicas institucionais que configuram a atuação da Casa, a partir das clivagens de gênero, raça e classe. A pesquisa adota o método etnográfico, articulado à análise documental, com foco nas fichas de atendimento do setor psicossocial referentes ao ano de 2023. Os achados revelam que, embora a Casa se constitua como um espaço estratégico de acolhimento e encaminhamento, seu funcionamento está atravessado por lacunas estruturais, rotinas burocráticas e barreiras no acesso. As implicações teóricas e práticas apontam para a necessidade de reconfiguração das políticas públicas a partir de uma escuta situada e interseccional. O aporte teórico baseia-se em Saffioti (2015), Federici (2017) e Gonzalez (2020), que compreendem a violência como fenômeno estrutural, funcional ao patriarcado e ao capitalismo. Além disso, Crenshaw (2002) e Collins (2016) são mobilizadas como referência fundamental para a compreensão da interseccionalidade enquanto lente analítica que evidencia a desigualdade no acesso aos direitos. Diálogos com Gago (2020) e Pasinato (2011) permitem problematizar os efeitos da institucionalização da pauta feminista nas práticas de cuidado. Trata-se de uma pesquisa original que contribui para o campo dos estudos sociológicos, feministas e das políticas públicas, ao iluminar os impasses e as potências de um serviço estatal no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher em uma cidade marcada por desigualdades.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1075973 - KARINA ALMEIDA DE SOUSA
Interno - 1522596 - VANDA MARIA LEITE PANTOJA
Externo à Instituição - ROSSANA MARIA MARINHO ALBUQUERQUE - UFPI
Co-orientador - 3336298 - MAYNARA COSTA DE OLIVEIRA SILVA

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