Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCIVAN ALMEIDA SILVA
2025-09-22 16:36:15.712
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCIVAN ALMEIDA SILVA
DATA: 29/09/2025
HORA: 16:30
LOCAL: meet.google.com/uvz-phnw-kgj
TÍTULO: O COMPLEXO CULTURAL AFRO-MARANHENSE, DIÁLOGOS E IDENTIDADES: pensando o Maranhão a partir da diáspora africana às Américas
PALAVRAS-CHAVES: Diáspora; Cultura; Maranhão; Bumba meu boi.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO: Esta pesquisa propõe analisar o Bumba meu boi como uma expressão da diáspora africana no Maranhão. Partindo da metáfora do diálogo proposta por Lorand Matory, o texto investiga como essa manifestação cultural constrói uma ideia de identidades negras a partir de negociações e trocas socioculturais com a sociedade circundante, incluindo influências indígenas e católicas. Para isso, é necessário compreender a cultura popular maranhense como um espaço vivo, formado por lutas e resistências, em uma teia de rotas de saberes interculturais, tradições, religiosidade, que circulam e conectam o Maranhão a outras regiões dentro da Amazônia Legal, marcado. Assim também, a pesquisa propõe pensar a Amazônia para além da ideia de bioma, compreendendo como um espaço diaspórico, transnacional e intercultural, sendo uma extensão do Atlântico Negro. Nesse sentido, é necessário abandonar a visão de uma diáspora estática, que se baseia apenas na noção de dispersão histórica, compreendendo a diáspora africana no Maranhão como um processo contínuo de trocas e influências. Portanto, o texto busca responder à seguinte questão: Como as práticas culturais maranhenses, particularmente o Bumba meu boi, dialogam a partir da agência criativa com a construção de uma identidade afro-maranhense no contexto da Amazônia Legal?. Assim, diante do questionamento, o texto tem como objetivo central compreender como ocorrem essas negociações em um espaço de luta e resistência afrodiaspórica, que é a amazônia maranhense. Para alcançar esses objetivos, o estudo recorre a uma abordagem etnográfica, utilizando da observação flutuante e experiência etnográfica, durante festivais nas cidades maranhenses São Luís e Pindaré-Mirim, com o intuito de compreender e registrar as dinâmicas festivas dos grupos de Boi. Portanto, compreende-se que o Bumba meu boi não é uma mera reprodução de tradições, mas se trata de uma prática cultural viva e dinâmica, fundamental para a afirmação da identidade afro-maranhense e para a resistência cultural negra na Amazônia Legal.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1075973 - KARINA ALMEIDA DE SOUSA
Interno - 3453610 - EMILENE LEITE DE SOUSA
Externo à Instituição - VALTER ROBERTO SILVERIO - UFSCAR