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Banca de DEFESA: VITORIA SOUSA DE OLIVEIRA

2026-06-21 09:35:52.729

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITORIA SOUSA DE OLIVEIRA
DATA: 23/06/2026
HORA: 09:30
TÍTULO: Skate, gênero e movimento: experiências de mulheres skatistas em Imperatriz - MA
PALAVRAS-CHAVES: Skate; Juventudes; Mulheres; Cidade; Imperatriz, MA.
PÁGINAS: 151
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO: O skate, como fenômeno social e esportivo, tensiona suas raízes entre a contracultura e a esportivização, ligando-se desde seus primeiros tempos à juventude e a masculinidade. Em Imperatriz (MA), a prática do skate começou no final dos anos 1980 (Pereira, 2019), envolta em estigmas de vandalismo e marginalidade. Foi só mais recentemente que essa imagem começou a mudar, especialmente com a ascensão da atleta olímpica Rayssa Leal nas olimpíadas de 2021. Diante desse contexto, nossa pesquisa parte da seguinte pergunta: como as mulheres skatistas constroem suas experiências, suas representações e suas formas de agir em um ambiente tradicionalmente masculino e estigmatizado, levando em conta as particularidades de uma cidade do interior do Maranhão? Nosso objetivo principal é entender como a participação e a imagem das mulheres no skate têm evoluído, com foco na realidade de Imperatriz. Este estudo tem como objetivo traçar a história do skate, dando especial atenção à presença feminina nesse universo. Para isso, adotamos uma abordagem qualitativa, que combina pesquisa bibliográfica, análise de documentos — especialmente revistas de skate das décadas de 1970 a 1990 — e trabalho de campo etnográfico. As técnicas utilizadas incluem observação participante, entrevistas narrativas com as skatistas de Imperatriz e análise de imagens (Minayo, 2000; Loizos, 2017). Essas atividades são orientadas pela ideia de “ser afetado” (Favret-Saada) e pela prática pessoal de andar de skate durante a pesquisa. Para fundamentar o estudo, dialogamos com teorias de estudos de gênero (Scott, Butler, Goellner), sociologia da juventude (Bourdieu, Margulis & Urresti), antropologia da percepção e do movimento (Ingold, Mauss) e sociologia das interações sociais (Goffman – ritualização da feminilidade; Simmel – sociabilidade e tato), além das obras de Figueira (2008, 2009) e Machado (2011, 2022) sobre skate e espaço urbano. A ideia principal é que o crescimento da presença feminina nas pistas de skate em Imperatriz não se deve só à visibilidade que Rayssa Leal ganhou na mídia. Na verdade, é o resultado de um esforço coletivo e de várias gerações de mulheres skatistas que, desde 2018, com o movimento Skate Girls e Projeto Skate Rosa (2025), vêm formando redes de apoio, enfrentando os estigmas de gênero e criando projetos independentes. Essas iniciativas combinam acolhimento emocional, aprendizado técnico e a luta pelo direito de ocupar os espaços da cidade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2141213 - CLODOMIR CORDEIRO DE MATOS JUNIOR
Interno - 1075973 - KARINA ALMEIDA DE SOUSA
Externo à Instituição - IGOR MONTEIRO SILVA - UNILAB

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