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Grupo de Estudos em Educação com Tecnologias promove ações formativas sobre educação e tecnologias na UFMA

2026-07-08 14:44:18.296

Grupo de Estudos em Educação com Tecnologias promove ações formativas sobre educação e tecnologias na UFMA

Oficina sobre educação midiática e minicurso sobre dependência patológica digital reuniram estudantes para discutir os desafios da cultura digital contemporânea.

 

O Grupo de Estudos em Educação com Tecnologias (GEET) realizou, durante o mês de junho, duas ações formativas voltadas à discussão das relações entre tecnologias digitais, educação e sociedade. As atividades reuniram estudantes interessados em refletir sobre desafios contemporâneos relacionados ao uso das tecnologias e suas implicações para os processos educativos.

 

Segundo a coordenadora do GEET e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação e Práticas Educativas (PPGEPE), professora Késsia Mileny de Paulo Moura, o objetivo das atividades foi problematizar questões emergentes relacionadas ao uso das tecnologias na educação e estimular a construção coletiva de caminhos para enfrentar esses desafios.


"Na contemporaneidade, articular espaços de formação sobre tecnologias na educação se torna imprescindível, dada a amplitude que as tecnologias ocupam hoje no nosso cotidiano social e educativo", explicou.


De acordo com a professora, as atividades dialogam diretamente com a proposta do grupo, tanto por serem conduzidas por integrantes que pesquisam essas temáticas quanto por ampliarem as discussões internas do GEET e darem visibilidade às pesquisas realizadas.


Ela ressalta ainda que essas iniciativas contribuem para a formação acadêmica ao promover reflexões sobre temas emergentes e incentivar a construção coletiva de práticas que repercutem positivamente na atuação profissional dos participantes.


Entre as ações promovidas esteve o minicurso "Dependência Patológica Digital: impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais", ministrado por Douglas Amorim Morais, mestrando do PPGEPE e integrante do GEET. A atividade apresentou uma visão geral sobre a dependência patológica digital, abordando seus principais conceitos, sua evolução ao longo do tempo e os impactos do uso excessivo das tecnologias digitais em diferentes contextos.


Segundo Douglas, a proposta do minicurso foi estimular uma reflexão crítica acerca das implicações da dependência digital. Durante a atividade, os participantes contribuíram com perguntas, comentários e compartilhamento de experiências, enriquecendo as discussões propostas.

 

Douglas Amorim em Minicurso "Dependência Patológica Digital: impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais". Foto: Camilla Sousa

 

"A atividade possibilitou o desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre a dependência digital, ampliando o conhecimento dos participantes acerca do tema e de seus impactos. Além disso, forneceu subsídios que podem contribuir para futuras pesquisas sobre a temática e áreas correlatas", relatou Douglas.


O ministrante também ressaltou a importância de iniciativas voltadas à formação acadêmica e profissional. "Além de fornecer fundamentos teóricos sólidos sobre a dependência digital e seus impactos, atividades como essa oferecem ferramentas para a atuação no ambiente escolar", afirmou.


Outra atividade realizada pelo grupo foi a oficina "Educação Midiática: perspectivas pedagógicas para a Educação Básica", conduzida por Camilla Sousa, integrante do GEET, pedagoga e estudante de Jornalismo. A oficina promoveu debates sobre o papel das mídias na educação de crianças e adolescentes, bem como estratégias para estimular o pensamento crítico no contexto escolar.

 

Em grupos, discentes pensam soluções para pensar as mídias a partir de diferentes realidades na Oficina de Educação Midiática. Foto: Alvaro Nunes


Para o graduando em Pedagogia Edson Rodrigues, participante da oficina, a atividade proporcionou importantes aprendizagens relacionadas ao papel das mídias digitais na sociedade contemporânea e aos desafios enfrentados pelos educadores diante de uma geração cada vez mais conectada.
Segundo ele, a educação midiática contribui para que crianças e jovens compreendam criticamente os conteúdos que consomem nas redes sociais, nos jogos e em outras plataformas digitais.


O estudante também destacou a importância de os professores conhecerem os universos midiáticos dos alunos para compreender melhor suas referências culturais e promover reflexões sobre o consumo e a produção de conteúdos digitais.


"Acho que educar as crianças acerca das mídias é fazer com que elas entendam o que estão vendo e por que estão vendo. Também é importante que os professores compreendam os conteúdos que os estudantes consomem para que possam trabalhar essas questões de forma crítica dentro da sala de aula", observou.


Edson ressaltou ainda a relevância de atividades práticas no ambiente universitário. Para ele, as oficinas favorecem a participação ativa dos estudantes e ampliam as possibilidades de diálogo e construção coletiva do conhecimento.


A importância das ações promovidas pelo GEET também foi destacada pelo estudante de Pedagogia Gustavo Gomes Moreira. Segundo ele, a participação nas atividades do grupo amplia a compreensão sobre as relações entre educação e tecnologias e fortalece uma postura crítica diante das transformações da sociedade contemporânea.


"Em um mundo que está em constante mudança, é necessário compreender esses paradigmas e entender como preparar os alunos para essa realidade", refletiu.


A coordenadora do GEET adiantou que o grupo seguirá promovendo ações formativas. Segundo Késsia Moura, estudos e debates sobre o uso da inteligência artificial na educação já estão entre as próximas pautas previstas pelo grupo.

 

GEET se reúne mensalmente para estudos e discussões sobre novas ações de extensão. Foto: Camilla Sousa


As ações integram o conjunto de atividades desenvolvidas com o objetivo de fomentar estudos, pesquisas e debates sobre as interfaces entre educação e tecnologias. Por meio de oficinas, minicursos e outras iniciativas formativas, o grupo busca contribuir para a formação crítica da comunidade acadêmica diante dos desafios e das transformações da cultura digital contemporânea.

 

 

 

Por: Camilla Sousa

Revisão: Jónata Moura

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