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Banca de QUALIFICAÇÃO: HELENA DE PAULA GONCALVES LIMA

2026-05-13 11:32:38.491

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELENA DE PAULA GONCALVES LIMA
DATA: 28/05/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Unidade Bom Jesus, Sala de videoconferência, Imperatriz-MA
TÍTULO: ASPECTOS CLÍNICOS E GEOEPIDEMIOLÓGICOS DOS CASOS NOVOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DO MARANHÃO (2013 A 2024)
PALAVRAS-CHAVES: Leishmaniose Visceral; Sinais e Sintomas; Epidemiologia; Incidência; Análise Espacia
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
SUBÁREA: Saúde e Biológicas
RESUMO: Analisar os aspectos clínicos e geoepidemiológicos dos casos novos de Leishmaniose Visceral no estado do Maranhão entre os anos de 2013 e 2024. Método: Trata-se de um estudo ecológico com diferentes medidas de análises. O estudo foi realizado no Maranhão, na região Nordeste do Brasil, incluindo os casos novos de leishmaniose visceral notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação entre 2013 e 2024. Foram realizadas análises descritivas das variáveis sociodemográficas e clínico-epidemiológicas. A Taxa de Incidência Anual foi calculada, considerando o número de casos novos notificados e agregado por regiões de saúde, procedeu-se à análise de regressão de Prais–Winsten, método indicado para séries temporais. Para avaliar o efeito da pandemia de COVID-19, sobre a taxa de incidência mensal, foi empregada a abordagem de série temporal interrompida e a análise foi feita a nível de Maranhão. Para analisar a distribuição espacial, foi analisada por meio do Moran Global e Local, foram elaborados mapas temáticos. As taxas de incidência foram agregadas em períodos quadrienais, definidos como 2013–2016, 2017–2020 e 2021– 2024. Todas as análises estatísticas e espaciais foram realizadas no software RStudio. Resultados: Foram registrados 4.434 casos novos de leishmaniose visceral. Observou-se que a maioria dos casos era do sexo masculino (2.925; 66%), com maior proporção de casos na faixa etária de 1 a 4 anos (1.282; 28,9%) e entre indivíduos autodeclarados pardos (3.316; 74,8). Quanto à escolaridade, predominou o ensino fundamental. Em relação às manifestações clínicas, a febre foi o sintoma mais frequente (4.072; 91,8%), seguida de esplenomegalia (3.641; 82,1%), palidez (3.596; 81,1%) e fraqueza (3.585; 80,9%). A maioria dos casos não apresentou coinfecção por HIV (3.389; 76,4%), embora tenha sido observado percentual relevante de dados ignorados/em branco (12,8%). A taxa de incidência nas regiões de saúde do Maranhão evidenciou tendência geral de redução (VPA: -3,61%; IC: -10,91; -5,49; P-valor: <0,001). A análise de séries temporais interrompidas mostrou tendência estacionária no período pré-pandemia de COVID-19 (β = 0,0003; IC95%: -0,0023 a 0,0028; p = 0,844), no período pandêmico apresentou tendência decrescente (β = -0,2346; IC95%: -0,3955 a -0,0737; p = 0,004) e no período pós-pandemia tendência estacionária (β = -0,0032; IC95%: -0,0085 a 0,0022; p = 0,243), além da presença de padrões sazonais significativos. A análise espacial revelou heterogeneidade na distribuição dos casos novos ao longo do tempo. Os diagramas de Moran indicaram autocorrelação espacial positiva em todos os períodos, evidenciando que municípios com altas taxas tendem a se agrupar espacialmente. A análise local (LISA) confirmou a formação de clusters significativos de leishmaniose visceral no estado concentrados principalmente na região central mais específico nos municípios Codó (59), Grajaú (84), Barra do Corda (26), Jenipapo dos Vieiras (95), indicando áreas com alta incidência cercadas por regiões igualmente afetadas. Conclusões: Observou-se tendência geral de redução da doença no Maranhão, com perfil predominante em crianças, indivíduos do sexo masculino e populações em maior vulnerabilidade social. Houve estabilidade no período pré e pós-pandemia de COVID-19 e redução durante a pandemia, possivelmente influenciada por mudanças no acesso e na vigilância. A distribuição espacial foi heterogênea, com clusters persistentes em áreas específicas do estado com a região central. Esses achados reforçam a necessidade de ações territorializadas, qualificação da vigilância e fortalecimento da assistência nas regiões mais afetadas.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1905982 - ISMALIA CASSANDRA COSTA MAIA DIAS
Externo ao Programa - 1562670 - JANAINA MIRANDA BEZERRA
Presidente - 2278498 - MARCELINO SANTOS NETO

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