Banca de QUALIFICAÇÃO: ADRIANO DO NASCIMENTO OZÓRIO
2025-06-04 19:53:14.53
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANO DO NASCIMENTO OZÓRIO
DATA: 10/06/2025
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/xef-hkzk-iud
TÍTULO: Educação Afro-brasileira: a implementação da Lei nº 10.639/2003 no ensino fundamental de 6º ao º9 ano na Escola Municipal Carlos Henrique Santos Pires em Codó Maranhão.
PALAVRAS-CHAVES: Educação afro-brasileira; Lei 10.639; Codó-MA
PÁGINAS: 28
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
RESUMO: É intrigante refletir sobre a sobrevivência do negro após o período de escravidão, quando o governo daquele tempo não tinha a intenção de investir em políticas públicas que garantissem sua dignidade e sobrevivência. Em uma sociedade que sempre considerou o africano como inferior, com inteligência limitada e outros fatores que os impediam de prosperar como seres capazes de contribuir para o progresso do império brasileiro. A ideia de fracasso e incapacidade dos africanos era apoiada por pesquisas que possuíam credibilidade científica naquele período, conhecidas como estudos eugenistas . Esses estudos utilizavam a ciência para validar essa perspectiva racista. Portanto, se após a abolição da escravatura não asseguraram ao povo negro nem seus empregos, anteriormente ocupados pelos africanos antes da abolição, preferindo importar trabalhadores europeus, imagine proporcionar educação escolar ao povo negro. Deve ter sido bastante desafiador viver em um ambiente onde se é constantemente hostilizado e inferiorizado. Sempre foi destinado aos negros posições de submissão, à margem da sociedade, com o objetivo de assegurar que a população negra não alcançasse ascensão social.
Com isso em mente, supomos que se o povo negro não recebeu o básico no pós-abolição que assegurasse sua dignidade e sobrevivência, certamente não houve a preocupação de proporcionar a eles uma inclusão na educação escolar. Ao visualizarmos o Brasil do século XIX, não imaginamos que aqui existiria uma educação que atendesse a todos os brasileiros. Os africanos escravizados para o progresso econômico da colônia foram trazidos de suas terras para trabalhar inicialmente nas plantações de cana-de-açúcar, um produto amplamente consumido na Europa. Estamos cientes de que os africanos desempenharam um papel significativo na construção cultural do Brasil, especialmente nos aspectos religiosos, culinários, folclóricos e outros segmentos que serviram e continuam a ser a fundação cultural do nosso país. Contudo, a história desses povos não é enfatizada em nossas escolas, nem no currículo escolar. Em grande parte das escolas no Brasil, ou não se discute ou se discute de maneira discreta a história dos afro-brasileiros e africanos. A base do ensino de História é o tradicionalismo, que trata de diversas histórias de caráter positivista, destacando a figura dos heróis, e o eurocentrismo, que se concentra nos eventos que ocorreram no conhecido continente Europeu ou que estão relacionados a ele. Não estamos sugerindo que o estudo desses segmentos não seja importante, muito pelo contrário, acreditamos que todo conhecimento é válido. No entanto, existem histórias de outros povos que merecem ser discutidas nas escolas, histórias de povos que possuem uma ligação significativa com a história do Brasil, graças à sua participação significativa na formação do povo brasileiro, à sua religiosidade, à sua culinária rica, ao seu folclore e aos seus costumes que se mantêm até os dias atuais.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407600 - ANTONIA DA SILVA MOTA
Interno - 1875517 - MARCELO PAGLIOSA CARVALHO
Interno - 2413345 - ROSENVERCK ESTRELA SANTOS