Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSE DE RIBAMAR SOUSA DE ASSUNCAO
2026-02-12 11:52:21.359
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE DE RIBAMAR SOUSA DE ASSUNCAO
DATA: 13/03/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: AS REPRESENTAÇÕES DO SERTÃO NORDESTINO NO CANCIONEIRO POPULAR BRASILEIRO: UMA PROPOSTA DE DISCIPLINA ELETIVA PARA O NOVO ENSINO MÉDIO
PALAVRAS-CHAVES: Canção; Ensino de História; História; Música; Novo Ensino Médio
PÁGINAS: 104
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: A presente dissertação de mestrado visa apresentar a possibilidade de uso pedagógico da canção popular brasileira no ensino de História, buscando compreender as representações do Nordeste brasileiro por meio dessa forma de linguagem. O produto final (proposição técnica) trata-se da construção de uma disciplina eletiva no âmbito do Novo Ensino Médio que será ministrada para alunos das séries do primeiro ano da escola estadual CE Prof. Robson Campos Martins. Para alcançar esse objetivo, empreendeu-se, primeiramente, uma pesquisa bibliográfica acerca da temática música e ensino de História. Para a elaboração das sequências didáticas das aulas da eletiva, foram selecionadas canções de representantes da música popular brasileira, priorizando a origem nordestina de seus compositores e intérpretes, em número de duas ou mais canções de cada artista, quais sejam: Carcará e O bom filho a casa torna do maranhense João do vale, ambas lançadas no LP O poeta do povo: João do Vale (1965); Asa branca (1947) e Aquarela nordestina (1989) do pernambucano, que se popularizou como rei do baião, Luiz Gonzaga e, por último, a música Funeral de um lavrador, baseada na obra Morte e vida Severina do pernambucano João Cabral de Melo Neto, feita em parceria com o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, lançada num compacto simples no ano de 1967. Para a discussão do estado da arte, levou-se em conta a bibliografia relativa à historiografia e à sociologia da música popular no Brasil e o ensino de História. Dentre essas contribuições, destacamos as pesquisas de Marco Napolitano e Miriam Hermeto sobre o tema em questão. A forma-canção foi concebida, para efeito de análise e possibilidades de uso didático, como conceito ligado a categoria música popular (em conformidade com os PCNs), documento (documentocanção), fonte, narrativa histórica, produto ou artefato cultural, veiculada por um suporte (físico ou digital). Por se tratar de uma obra musical, a música, no ensino de História, na presente abordagem, aproxima-se da História cultural, sendo, por isso, representação (CHARTIER, 2002; PASSAVENTO, 2003) do real com o qual dialoga como registro de uma época histórica, ou seja, aquilo que na historiografia francesa se chama de limaginnaire social, que nas palavras do historiador Peter Burke (2008), pode ser entendida como qualquer coisa que seja imaginada, mais do que o puramente imaginado.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2518225 - RAIMUNDO INACIO SOUZA ARAUJO
Interno - 3410477 - RAISSA GABRIELLE VIEIRA CIRINO
Externo ao Programa - 1258231 - THIAGO LIMA DOS SANTOS