Banca de QUALIFICAÇÃO: ISAÍAS LIMA PINTO
2026-04-06 23:06:50.235
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISAÍAS LIMA PINTO
DATA: 05/05/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: O NOVO ENSINO MÉDIO E O ENSINO DE HISTÓRIA: ENTRE MORTOS E FERIDOS, ALGUEM HÁ DE SE SALVAR.
PALAVRAS-CHAVES: Ensino de História; Reformas educacionais; Novo Ensino Médio
PÁGINAS: 54
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Com a implementação do Novo Ensino Médio após a aprovação da Medida Provisória nº 746/2016, sobretudo com a homologação Lei nº 13.415/2017, a estrutura curricular da última etapa da Educação Básica sofreu alterações consideráveis. Nesse cenário, o presente estudo que apresenta o tema O Novo Ensino Médio e o ensino de História: entre mortos e feridos, alguém há de se salvar, propõe analisar como o ensino de História se configura no processo de consolidação do Novo Ensino Médio, refletindo sobre os impactos da reforma e as implicações no conhecimento histórico no Centro de Ensino Professor Valmir da Paixão Santos, localizado em Santa Luzia, estado do Maranhão.
A relevância desta investigação fundamenta-se na necessidade de compreender as implicações do Novo Ensino Médio para a última etapa da educação básica e para a formação crítica dos estudantes. A reforma, ao priorizar competências e habilidades de natureza instrumental, tende a esvaziar o conteúdo humanístico e a subordinar o conhecimento às demandas de empregabilidade.
A reforma não se reveste de neutralidade; antes, ela sinaliza a expansão de uma racionalidade neoliberal que converte a educação em mercadoria e metamorfoseia o estudante em capital humano, negando o papel emancipador do ensino. Dentro desse panorama, a disciplina de História se configura como um componente estratégico de resistência, pois sua prática pedagógica pode incitar uma leitura crítica das contradições sociais, políticas e econômicas da realidade contemporânea.
Este projeto se configura na política educacional e na didática das ciências humanas, focando as mudanças no ensino de História provocadas pela implantação do Novo Ensino Médio no Maranhão entre 2018 e 2025. Pretende-se entender como a reforma, baseada em princípios de flexibilização curricular e de empregabilidade, tem alterado o papel crítico, social e formativo da disciplina de História nas escolas públicas.
O objeto desta pesquisa apresenta-se como análise crítica das transformações no ensino de História no contexto do Novo Ensino Médio no Maranhão e o Documento Curricular do Território Maranhense, considerando seus impactos pedagógicos, epistemológicos e ideológicos sobre a formação crítica dos estudantes e a prática docente no Centro de Ensino Professor Valmir da Paixão Santos, escola pública estadual do município de Santa Luzia, estado do Maranhão.
A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender as implicações da reforma do ensino médio sobre o campo das ciências humanas, particularmente sobre o ensino de História. O Novo Ensino Médio, sob o discurso de modernização e autonomia do estudante, introduz uma flexibilização curricular que desestrutura a formação integral, privilegiando saberes de natureza instrumental e utilitária.
Entender como o Novo Ensino Médio incide sobre o ensino de História permite não apenas analisar as políticas públicas, mas também avaliar os riscos de um esvaziamento formativo. Como afirma Cerri (2019), a História é componente indispensável para a formação da consciência histórica, sendo, portanto, um campo estratégico na constituição da identidade, da memória e da cidadania dos jovens.
Além disso, a discussão ganha relevância porque a reforma foi conduzida sem participação social ampla, como destacam Frigotto (2017) e Algebaile (2017), revelando um processo autoritário que coloca em xeque os princípios democráticos da educação.
Essa reconfiguração do currículo deixa à mostra uma lógica política e econômica neoliberal, que reduz a educação a mercadoria e o estudante a capital humano, confinando a escola ao papel de simples atendente das demandas do mercado de trabalho.
A disciplina de História, ao contrário, cumpre um papel fundamental na formação da consciência crítica e cidadã, promovendo o diálogo entre passado e presente e possibilitando a compreensão dos processos de dominação, resistência e transformação social.
Dessa forma, investigar o impacto do Novo Ensino Médio sobre o ensino de História é também um ato político e epistemológico de resistência, na medida em que busca reafirmar a função emancipadora do conhecimento histórico e a importância das humanidades na formação de sujeitos autônomos e críticos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA PAULA RIBEIRO DE SOUSA - UEMA
Presidente - 1861648 - LEONARDO JOSE PINHO COIMBRA
Interno - 2413345 - ROSENVERCK ESTRELA SANTOS