Banca de DEFESA: JULIA IARA DE ALENCAR ARAUJO
2025-03-28 11:23:15.406
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIA IARA DE ALENCAR ARAUJO
DATA: 28/03/2025
HORA: 14:30
TÍTULO: O Programa de Reforma Agrária Popular como instrumento de formação de
cultura popular emancipatória no MST.
PALAVRAS-CHAVES: Reforma Agrária Popular, Cultura Popular, Hegemonia, Questão
Agrária, Emancipação.
PÁGINAS: 154
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: A presente dissertação de mestrado tem como objeto o Programa de Reforma Agrária
Popular do Movimento Sem Terra (MST) como instrumento de formação de uma nova
cultura popular emancipatória, partindo da categoria cultura no seu sentido amplo,
como modo de vida e sociabilidade, consubstanciada na teoria gramsciana e
interlocução com Marx e tradição marxista, para pensar a centralidade da organização
produtiva e do trabalho na construção da hegemonia de uma classe social
fundamental. Compreende-se nesta pesquisa a importância estratégica da cultura nas
lutas de hegemonias políticas e a dinâmica de intencionalidade constitutiva de tais
processos de disputas e lutas no campo das superestruturas onde a cultura tensiona
ou arrefece contradições que se desenvolvem na base material das relações sociais. Ao
analisar o Programa de Reforma Agrária Popular, elaborado pelo MST ao longo de sua
trajetória, buscamos a referência de uma experiência concreta de elaboração de um
projeto político popular e emancipatório construído pelas classes subalternas no Brasil,
com fortes demarcações de um projeto popular de natureza nacional e
internacionalista. Entendemos esse projeto, como preconiza Gramsci, com
potencialidade para formar e dirigir a vontade coletiva das massas no processo de
formação da consciência crítica dessas classes na sua constituição como classe
hegemônica. A pesquisa teve como objetivo geral analisar a configuração do Programa
de Reforma Agrária popular no contexto da luta de classes, refletindo o protagonismo
histórico do campesinato brasileiro, com destaque para o MST, considerando as
determinações da Questão Agrária como arena das lutas de hegemonia no país. O
caráter antissistêmico da luta do MST, sintetizada em seu programa, pode ser
entendido como expressão da luta campesina no confronto à violência estrutural-
sistêmica do capitalismo sob a lógica do agronegócio, cuja natureza espoliadora e
neocolonial coloca em movimento um sólido projeto cultural da classe dominante. A
Reforma Agrária Popular é entendida, assim, não apenas como um projeto de oposição
à lógica do desenvolvimento capitalista no campo, mas como um instrumento de
construção para uma alternativa socialista que acumule forças para o avanço de um
projeto popular das classes subalternas, trabalhadoras, para si e para o Brasil,
construído a partir das dinâmicas concretas da luta pela terra e pela reforma agrária.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 027.495.303-00 - JOSEFA BATISTA LOPES
Externo ao Programa - 3439109 - LIZANDRA GUEDES BAPTISTA
Presidente - 125.423.423-34 - MARINA MACIEL ABREU