Banca de DEFESA: FERNANDA JOYCE FERREIRA BARROSO
2025-06-23 10:17:04.64
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA JOYCE FERREIRA BARROSO
DATA: 01/07/2025
HORA: 14:30
LOCAL: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
TÍTULO: OBJETIVIDADE E SUBJETIVIDADE NO TRABALHO SOCIAL:
Os profissionais de arquitetura nas Assessorias e Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), em São Luís (MA)
PALAVRAS-CHAVES: objetividade; subjetividade; trabalho social; habitação de interesse social; São Luís.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: Na política habitacional, o trabalho social tem como horizonte a melhoria das condições de vida e a efetivação plena do direito à cidade. Em São Luís do Maranhão, esse tipo de trabalho é realizado de forma desvinculada da política municipal de habitação, contando com profissionais autônomos, grupos de assessoria e escritórios populares de arquitetura e urbanismo. Diante disso, a presente pesquisa analisa o trabalho social dos arquitetos e arquitetas nas Assessorias e Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), tomando como base experiências concretas desenvolvidas na capital maranhense, articulando as dimensões objetivas e subjetivas da prática profissional à centralidade do trabalho. Apresenta a intrínseca e dialética relação entre a objetividade e subjetividade a partir da organização do trabalho; o papel ético e social do arquiteto(a) na política habitacional; e as experiências e condições em que se desenvolve o trabalho social em São Luís. Metodologicamente, a pesquisa está ancorada no materialismo histórico-dialético como método, com base em revisão bibliográfica e documental, bem como pesquisa de campo, tendo como sujeitos sete profissionais que atuam em projetos de assessorias e ATHIS. Considera que o trabalho social é realizado em um cenário de condições objetivas adversas, marcado pelo contexto de precarização das condições e relações de trabalho que afetam diretamente os profissionais da arquitetura; mercado de trabalho restrito; escasso apoio institucional por parte do poder público; ausência de estratégias e instrumentos legais municipais para a aplicação da Lei 11.888/2008; desconhecimento da ATHIS pela população em geral; e frequente autofinanciamento das ações por parte dos próprios profissionais, e demarca a subjetividade para o engajamento profissional junto a projetos técnico-sociais de caráter popular e resistência, demonstrando o papel ético, político e pedagógico da arquitetura e do urbanismo.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2433735 - CRISTIANA COSTA LIMA
Externo à Instituição - ROSE FRANCE DE FARIAS PANET - UEMA
Presidente - 2860044 - ZAIRA SABRY AZAR