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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARÍLIA SAMÁLIA MARTINS FERREIRA

2026-03-16 14:20:56.673

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARÍLIA SAMÁLIA MARTINS FERREIRA
DATA: 20/03/2026
HORA: 15:00
TÍTULO: “PELO DIREITO DE DECIDIR”: autonomia reprodutiva e esterilização voluntária feminina em São José de Ribamar/MA.
PALAVRAS-CHAVES: Direitos Reprodutivos; Autonomia Reprodutiva; Esterilização Voluntária; Políticas Públicas.
PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: Esta dissertação analisa a materialização dos direitos reprodutivos por meio do acesso à esterilização voluntária feminina no município de São José de Ribamar, Maranhão, com foco na sua relação com a autonomia reprodutiva das mulheres. O estudo parte da compreensão de que a autonomia reprodutiva constitui dimensão fundamental dos direitos sexuais e reprodutivos e está diretamente relacionada às condições sociais, institucionais e culturais que influenciam as decisões das mulheres sobre sua reprodução. Embora a esterilização voluntária seja um procedimento garantido pela legislação brasileira e ofertado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), persistem obstáculos que podem dificultar o acesso a esse direito. A pesquisa foi desenvolvida por meio de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas com mulheres residentes em São José de Ribamar que buscaram ou realizaram o procedimento de esterilização voluntária. Inicialmente, a estratégia de coleta de dados previa a mediação por uma Unidade Básica de Saúde, porém, diante das dificuldades de acesso às participantes, foi adotada posteriormente a técnica de indicação entre entrevistadas. A análise das entrevistas permitiu identificar aspectos relacionados às trajetórias reprodutivas das participantes, aos caminhos institucionais percorridos para acessar o procedimento, aos obstáculos encontrados nesse processo e às estratégias mobilizadas para garantir a realização da laqueadura. Os resultados indicam que, embora existam barreiras institucionais e burocráticas no acesso ao procedimento, a esterilização voluntária foi percebida pelas entrevistadas como um recurso central para a consolidação de sua autonomia reprodutiva, permitindo maior controle sobre seus projetos de vida, condições econômicas e organização familiar. Conclui-se que a esterilização voluntária pode representar importante instrumento para o exercício da autonomia reprodutiva feminina, desde que seja garantido em condições de acesso equitativas, com informação adequada, respeito às decisões das mulheres e fortalecimento das políticas públicas de planejamento reprodutivo no âmbito do SUS.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2433735 - CRISTIANA COSTA LIMA
Presidente - 270.444.753-53 - MARLY DE JESUS SA DIAS
Externo à Instituição - SILSE TEIXEIRA DE FREITAS LEMOS - UFMA

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