Banca de DEFESA: ISABEL VITÓRIA BARROS DE SOUSA
2026-05-08 14:45:48.174
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABEL VITÓRIA BARROS DE SOUSA
DATA: 22/05/2026
HORA: 09:30
LOCAL: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
TÍTULO: DIGNIDADE, POBREZA E MENSTRUAÇÃO:
Condições de vida e as repercussões no trato menstrual de mulheres baixa renda no Brasil
(20212024)
PALAVRAS-CHAVES: Dignidade humana; Pobreza; Direitos Menstruais; Mulheres.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: O estudo aborda a questão de como a experiência da menstruação entre mulheres em situação
de pobreza revela a permanência de desigualdades estruturais que comprometem o acesso a
direitos fundamentais e fragilizam a dignidade humana. Nesse contexto, problematiza o
conceito de direitos menstruais, definidos como um campo complexo, multidimensional e
transdisciplinar, marcado pela ausência de itens básicos de higiene, insuficiência de
informação, falta de medicamentos e precariedade da infraestrutura sanitária agravadas pela
dificuldade de acesso à água potável, pelas falhas no saneamento básico e pela persistência de
tabus e estigmas culturais que atravessam o corpo feminino. A partir dessa compreensão,
observou-se que essa insuficiência ultrapassa a dimensão biológica do ciclo menstrual,
configurando a negação persistente de direitos fundamentais e humanos. Considerando que a
dignidade humana, erigida pela Constituição como princípio estruturante, exige a efetivação
concreta de direitos básicos, o estudo demonstrou que o cuidado menstrual deve ser reconhecido
como condição material e simbólica indispensável ao exercício pleno da cidadania das
mulheres. Ademais, ao ancorar-se na compreensão da pobreza como fenômeno atravessado por
classe, gênero e raça, a pesquisa identificou que a indignidade vivenciada durante a
menstruação decorre de desigualdades históricas e estruturais, evidenciadas nos dados
analisados, que apontam que mulheres pobres, negras e residentes de territórios periféricos
concentram os maiores obstáculos ao manejo menstrual, enfrentando severas restrições ao
acesso a condições de vida dignas. Desse modo, a pesquisa fundamentou-se no materialismo
histórico-dialético, adotando abordagem qualitativa e exploratória, a partir de uma densa
revisão bibliográfica e análise documental, com incorporação complementar de dados
quantitativos, a fim de demonstrar que, no contexto da sociabilidade capitalista e patriarcal, a
universalidade e a efetividade desses direitos são negligenciadas, uma vez que sua mera
positivação não é suficiente, permanecendo o acesso condicionado ao poder de compra.
Evidencia-se, assim, a urgência de políticas públicas integradas que assegurem condições para
que as mulheres tenham sua dignidade preservada, dentro e fora do ciclo menstrual.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALDINA DA SILVA MELO - UEMA
Presidente - 2175119 - MARIA DO SOCORRO SOUSA DE ARAUJO
Externo ao Programa - 1086645 - SILVANE MAGALI VALE NASCIMENTO