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Banca de DEFESA: ISABELLE DOURADO FEITOSA

2026-06-02 15:04:13.882

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLE DOURADO FEITOSA
DATA: 16/06/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES TRANS E TRAVESTIS: desafios e perspectivas na educação básica em São Luís/MA
PALAVRAS-CHAVES: Cisheteronormatividade. Mulheres trans e travestis. Trajetórias Educacionais. Exclusão escolar.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: Trajetórias Educacionais de Mulheres Trans e Travestis: desafios e perspectivas na educação básica em São Luís/MA investiga como mulheres trans e travestis narram suas trajetórias na educação básica e os significados que atribuem às experiências vividas no espaço escolar. A relevância desta investigação articula-se em três dimensões: epistemológica, ao reconhecer as narrativas dessas mulheres não como ilustrações de dados preexistentes, mas como forma de conhecimento construída a partir de quem viveu o que se pretende compreender; política, ao deslocar o eixo da produção do saber do ponto de vista institucional para o ponto de vista dos sujeitos, reconhecendo que essas vozes detêm autoridade para falar sobre o que viveram; e analítica, ao tomar São Luís/MA como contexto empírico situado, interrogando de que modo o ambiente político e institucional local aparece nas trajetórias narradas e como políticas nacionais produzem efeitos distintos em contextos subnacionais específicos. O objetivo geral é compreender como essas mulheres narram suas trajetórias educacionais e os significados que atribuem às experiências vividas no espaço escolar. A abordagem é qualitativa, fundamentada na sociologia reflexiva de Bourdieu (1989), em diálogo com Foucault (1979, 1988), Butler (2003) e autores dos estudos de gênero, sexualidade e educação. A técnica central é a entrevista narrativa, conforme Jovchelovitch e Bauer (2002), que permite acessar as dimensões subjetivas das experiências e os sentidos que os sujeitos atribuem às suas trajetórias. Participaram da pesquisa quatro mulheres trans e travestis que cursaram a educação básica em escola pública de São Luís/MA, selecionadas por amostragem em bola de neve conforme Vinuto (2014). Os resultados revelam três padrões analíticos centrais: a exclusão opera predominantemente de forma difusa, pelo silêncio, pela omissão e pela naturalização de práticas que negam legitimidade a determinadas existências, sem precisar se declarar para produzir seus efeitos; a permanência escolar das participantes não foi garantida pela instituição, mas construída pelas próprias sujeitas com apoio de redes informais de afeto e proteção localizadas nos interstícios do espaço pedagógico, expondo o limite estrutural das normativas formais de inclusão; e há uma tensão estruturante entre os avanços normativos conquistados e as práticas cotidianas de não-reconhecimento que persistem mesmo onde os direitos estão formalmente assegurados. Conclui-se que a exclusão escolar de mulheres trans e travestis não é capturável por taxas de evasão, ela se inscreve nos corpos, nas subjetividades e nas estratégias de sobrevivência que essas mulheres constroem diante de um espaço que sistematicamente recusa reconhecê-las como legítimas, apontando para a necessidade de políticas públicas de permanência que vão além da matrícula e das normativas formais.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 849.960.133-20 - CARLOS WELLINGTON SOARES MARTINS
Presidente - 1026370 - MARIA MARY FERREIRA
Interno - 270.444.753-53 - MARLY DE JESUS SA DIAS

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