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Banca de DEFESA: PAULO ROBERTO CAMPELO FONSECA E FONSECA

2026-06-03 15:20:24.314

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO ROBERTO CAMPELO FONSECA E FONSECA
DATA: 26/06/2026
HORA: 15:00
LOCAL: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
TÍTULO: A EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA E A CONSCIÊNCIA DO PROLETARIADO NA GLOBALIZAÇÃO: as experiências brasileira e portuguesa na passagem do fordismo ao pós-fordismo
PALAVRAS-CHAVES: Educação Globalizada. Empregabilidade. Consciência Proletária.
PÁGINAS: 293
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: No contexto da grande transformação social e histórica que marca a passagem do capitalismo globalizado do fordismo ao pós-fordismo, esta tese analisa as experiências brasileira e portuguesa da Educação para a Cidadania Global, preconizada pela UNESCO, como regulação estratégica do Estado globalizado que opera na integração do proletariado aos processos de exploração econômica, dominação política e humilhação social, na barragem de suas possibilidades de ruptura emancipatória. Inicialmente, demonstra-se que a Educação para a Cidadania Global emerge da intensificação das relações entre o Modo Estatal Global e o modo de produção capitalista globalizado, configurando-se como expressão do imperialismo globalizado marcado pelo enfraquecimento da soberania nacional e pelo desrespeito à autonomia proletária. Nesse sentido, evidencia-se que as políticas educacionais no Brasil e em Portugal passam a ser orientadas por diretrizes internacionais, contribuindo para a reconfiguração dos sistemas de ensino conforme as exigências do capital globalizado, mas de forma relativa, contraditória e mediada. Em seguida, analisa-se o papel da educação globalizada na formação da consciência proletária no interior das transformações do regime de acumulação capitalista. No fordismo, a educação esteve associada ao pleno emprego, enquanto no pós-fordismo passa a operar sob a lógica da empregabilidade, da flexibilidade e da responsabilização individual. Nesse contexto, busca promover a adaptação do trabalhador às exigências do mercado, em meio a contradições de exploração, dominação, humilhação e resistência, configurando-se como momento da ampliação do proletariado enquanto superpopulação relativa e intensificando tensões que impulsionam a organização coletiva. Por fim, demonstra-se que, apesar do disciplinamento global, a formação da consciência proletária constitui-se como forma de resistência ao capitalismo globalizado. A consciência de classe emerge de forma contraditória, mediada por condições objetivas e subjetivas, possibilitando o desenvolvimento da consciência possível. Nesse processo, o proletariado tende a se organizar por meio de sindicatos, partidos e movimentos sociais, projetando a superação das relações de exploração, dominação e humilhação. Conclui-se que a Educação para a Cidadania Global deve ser compreendida como mediação de contradições que, ao mesmo tempo em que reproduz a lógica do capital, cria condições para sua contestação, articulando a mundialização da educação à luta de classes.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1196383 - ANTONIO GONCALVES FILHO
Presidente - 124.251.683-20 - FLAVIO BEZERRA DE FARIAS
Interno - 3093344 - JULIANA CARVALHO MIRANDA TEIXEIRA
Externo à Instituição - THIAGO ALLISSON CARDOSO DE JESUS - UEMA
Externo à Instituição - ZULENE MUNIZ BARBOSA - UEMA

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