Banca de DEFESA: LARYSSA SARAIVA QUEIROZ
2026-06-09 09:07:18.525
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARYSSA SARAIVA QUEIROZ
DATA: 12/06/2026
HORA: 16:00
LOCAL: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
TÍTULO: ADOÇÃO DAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES NO JUDICIÁRIO
BRASILEIRO: análise da constituição da agenda à luz da teoria da
burocracia de nível de rua
PALAVRAS-CHAVES: Constelação Familiar; Judiciário; Burocracia de Nível de Rua;
agenda.
PÁGINAS: 235
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO: No contexto brasileiro, marcado pela hiperjudicialização, burocratização da política e
politização da burocracia, o Judiciário acaba assumindo influência direta na
implementação e própria formulação de políticas públicas, evidenciando tensões
institucionais e disputas de interesses. Nesse ínterim, surge e se fortalece, sobretudo
por iniciativa da magistratura, a adoção de prática terapêutica alemã denominada
Constelação Familiar no âmbito do Judiciário, proposta denominada Direito Sistêmico.
Apresentada formalmente como instrumento auxiliar à política de tratamento adequado
dos conflitos (ex. conciliação, mediação), na condição de estratégia de enfrentamento
à crise judiciária fruto da morosidade. O estudo analisa o processo de constituição da
agenda, com ênfase nos sujeitos e seus respectivos interesses e racionalidades, à luz
da Teoria da Burocracia de Nível de Rua. Adota-se como referencial teórico-
metodológico o materialismo histórico-dialético, com abordagem qualitativa, apoiada
em revisão do estado da arte, análise documental de conteúdo e utilização
complementar de dados quantitativos secundários relativos ao sistema de justiça
brasileiro. A investigação e análise crítica da prática terapêutica e sua aplicação
judicial discricionária revelou que, não obstante legitimada pelo discursos do consenso
e ratificada por dados que denotam eficiência, pode mostrar-se incompatível com
princípios constitucionais, por reproduzir violências simbólicas, despolitizar conflitos
sociais e comprometer a dignidade humana, ao tempo em que apoia-se em
fundamentos cientificamente questionáveis. Ademais, levantam-se inquietações
quanto a possíveis interesses institucionais na gestão da litigiosidade, graves riscos
éticos, democráticos e jurídicos, exigindo reflexão sobre seus fundamentos, limites e
consequências sociais. Ao final, propõe critérios em termos de governança judiciária
que, minimamente, visam tornar as práticas mais acessíveis e transparentes.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3916972 - ADRIANA LIGIA ALVARENGA OLIVEIRA FROES
Interno - 1735125 - GUILLERMO ALFREDO JOHNSON
Presidente - 3175225 - LILIA PENHA VIANA SILVA
Interno - 046.315.163-13 - THAYANA BOSI OLIVEIRA RIBEIRO
Externo à Instituição - THIAGO ALLISSON CARDOSO DE JESUS - UEMA