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Banca de DEFESA: MONIQUE PEREIRA REGO MUNIZ

2025-11-19 08:52:29.84

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONIQUE PEREIRA REGO MUNIZ
DATA: 10/12/2025
HORA: 15:00
LOCAL: https://meet.google.com/dyn-fjjy-yvu
TÍTULO: FATORES PROGNÓSTICOS NA NEFRITE LÚPICA: CONTRIBUIÇÃO DAS LESÕES VASCULARES RENAIS NA SOBREVIDA RENAL DOS PACIENTES COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
PALAVRAS-CHAVES: lúpus eritematoso sistêmico, nefrite lúpica, lesões vasculares renais, microangiopatia trombótica.
PÁGINAS: 147
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: Introdução: A nefrite lúpica (NL) é uma das principais causas de morbimortalidade do lúpus eritematoso sistêmico. Seu diagnóstico e prognóstico, segundo a classificação da ISN/RPS, dependem basicamente de dados referentes aos glomérulos e tubulointerstício, o que não reflete inteiramente a fisiopatologia da doença. Nesse contexto, as lesões vasculares renais (LVRs) têm sido cada vez mais estudadas como determinantes de pior prognóstico renal na NL, mas são pouco descritas na população brasileira. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva multicêntrico com 212 pacientes com NL confirmada por biópsia (2014–2024), divididos em grupos com e sem LRV. As LVR foram subdivididas em esclerose arterial (EA), microangiopatia trombótica (MAT). Vasculopatia lúpica não inflamatória (VNNI) e vasculite renal verdadeira (VRV) não foram analisadas devido ao baixo número. Dados clínicos, laboratoriais e histológicos foram comparados entre os grupos, e um modelo de regressão logística ajustado por variáveis baseadas em um modelo teórico causal definido por Directed Acyclic Graph (DAG) foi utilizado para avaliar a associação das LVRs e a redução da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe <60 ml/min/1.73m2) e a proteinúria ao longo dos tempos 0, 6 meses, 1 ano e 2 anos. Resultados: LVRs foram observadas em 40% da amostra (EA 23.1%; MAT 13.8%; VNNI 2.8%; VRV 0.9%). EA e MAT apresentavam medianas de creatinina maiores e TFGe menores em relação aos pacientes sem lesão no momento da biópsia renal. O tempo mediano de seguimento foi de 35 meses (IIQ 16.58; 60.9 meses). No modelo ajustado, EA e MAT permaneceram independentemente associadas a uma TFGe <60 ml/min/1.73m2 tanto à biópsia renal, quanto após 6, 12 e 24 meses de seguimento. Estimativas ajustadas indicaram que os indivíduos com EA apresentaram um TFGe significativamente mais baixo, com valores β variando aproximadamente entre -35 e -15 mL/min/1.73 m2. Para os pacientes com MAT, os coeficientes ajustados situaram-se entre -25 e -10 mL/min/1.73 m2 Conclusão: Na população brasileira, EA e MAT configuram marcadores independentes de redução da TFGe ao longo do tempo na NL. Esses achados reforçam o papel prognóstico das lesões vasculares renais em pacientes com NL.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 407707 - CONCEICAO DE MARIA PEDROZO E SILVA DE AZEVEDO
Externo à Instituição - EDGARD TORRES DOS REIS NETO - UNIFESP
Externo ao Programa - 2451837 - ERIKA CRISTINA RIBEIRO DE LIMA CARNEIRO
Presidente - 2046964 - GYL EANES BARROS SILVA
Externo à Instituição - PRECIL DIEGO MIRANDA DE MENEZES NEVES - USP

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