Banca de DEFESA: NAYNA SABRINA VIEIRA PINTO
2026-03-19 18:11:13.213
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NAYNA SABRINA VIEIRA PINTO
DATA: 25/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 01 do PPGCS - CCBS (SESSÃO PÚBLICA)
TÍTULO: EFEITO in vitro DA CIRSIMARINA SOBRE A RESPOSTA DE NEUTRÓFILOS HUMANOS
PALAVRAS-CHAVES: flavonoide; burst oxidativo; predição in silico; viabilidade celular.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: O sistema imunológico é essencial para a homeostase e a proteção contra patógenos. Contudo, desequilíbrios imunológicos podem levar a condições patológicas. A busca por moléculas moduladoras, como os flavonoides, têm ganhado destaque. A cirsimarina, um flavonoide bioativo isolado de espécies como a Scoparia dulcis L., demonstra potencial
anti-inflamatório, antioxidante e imunomodulador, mas seus mecanismos moleculares em
leucócitos específicos permanecem pouco elucidados. O objetivo deste trabalho foi investigar a ação in vitro da cirsimarina sobre a resposta funcional de neutrófilos. O potencial da
cirsimarina foi avaliado computacionalmente usando SwissADME para propriedades
físico-químicas e druglikeness, ProTox-3.0 para toxicidade, PASS para predição de atividades
biológicas, e PerMM para modelagem de permeabilidade de membrana. Para os ensaios in
vitro, neutrófilos isolados de sangue periférico humano por gradiente Ficoll-Paque foram
tratados com cirsimarina (5-80 μM) com ou sem ativadores (PMA, LPS, ionomicina),
seguindo-se avaliações de viabilidade celular por MTT e produção de espécies reativas de
oxigênio por quimioluminescência com luminol/lucigenina. A cirsimarina demonstrou um perfil de segurança favorável in silico (baixa toxicidade aguda, ausência de carcinogenicidade
e mutagenicidade), porém com limitações farmacocinéticas para absorção oral devido à alta
polaridade. In vitro, a cirsimarina não demonstrou citotoxicidade em PMNs até 40 μM por 4
horas, mantendo viabilidade celular acima de 75%. Diferentemente de outros flavonoides, a
cirsimarina, embora não tenha induzido produção basal de espécies reativas de oxigênio,
potencializou significativamente o burst oxidativo de neutrófilos posteriormente estimulados
com PMA, aumentando a geração de ânion superóxido. Esse efeito sugere que a cirsimarina
atua como modulador da resposta inflamatória, potencializando respostas induzidas sem
causar ativação espontânea, o que representa uma característica desejável para
desenvolvimento terapêutico.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRÉ ALVARES MARQUES VALE - UFMA
Interno - 3309367 - CAIO PAVAO TAVARES
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA
Co-orientador - 1136091 - PAULO VITOR SOEIRO PEREIRA
Presidente - 2544893 - RACHEL MELO RIBEIRO