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Banca de DEFESA: CARLOS ROBERTO DOS SANTOS VERAS

2026-03-20 15:09:17.209

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLOS ROBERTO DOS SANTOS VERAS
DATA: 26/03/2026
HORA: 09:30
LOCAL: Sala 01 do PPGCS (Sessão pública)
TÍTULO: DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL E TAXA DE FLEBOTOMÍNEOS E CÃES INFECTADOS POR leishmania infantum NA REGIÃO CENTRAL DO MARANHÃO, BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Calazar; Doença negligenciada; Epidemiologia; Geoprocessamento; Phlebotominae; Reservatório canino; Saúde Pública; Vigilância entomológica; Vetor biológico; Zoonose.
PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A Leishmaniose Visceral Canina (LVC), é uma zoonose de relevância em saúde pública transmitida por vetores, constitui um grande problema nosográfico amplamente distribuído no Brasil. É uma doença de difícil controle devido às altas taxas de infestações do vetor Lutzomyia longipalpis. No estado do Maranhão, a doença apresenta elevada endemicidade, exigindo abordagens integradas entre vigilância entomológica e epidemiológica. A presente pesquisa buscou estudar a distribuição espaço-temporal do vetor Lu. longipalpis e da LVC no estado do Maranhão. O vetor foi estudado nos quintais de residências rurais e urbanas do município de Pedreiras/MA em julho a agosto de 2024 e junho de 2025. Os espécimes foram coletados com uso de armadilhas luminosas CDC, colocadas das 18h às 6h, a altura de 1,5 metro, duas vezes na estação seca. Os espécimes coletados foram identificados e encaminhados para detecção de DNA de leishmania e da fonte alimentar sanguínea. Os dados dos casos autóctones da LVC foram obtidos a partir dos inquéritos soroepidemiológicos caninos (2021 a 2024), disponíveis no Setor de Vigilância em Saúde do município. O vetor foi encontrado em 36 localidades rurais e urbanas, tendo-se capturados 1571 espécimes, distribuídos entre machos (1044 ou 67%) e fêmeas (520 ou 33%). As localidades com maior infestação foram Mutirão (35%), São Benedito (16%) e Vila das Palmeiras (9%), Olho D’água (7%) e Morada Nova (3%). Nos inquéritos caninos foram testados 1557 cães, em 11 bairros, 188 (12,1%) cães foram reagentes para LVC. A prevalência de LVC foi mais significativa no ano de 2021 (19,7%) com queda nos anos seguintes. Nesse mesmo ano, os Bairros Diogo e Goiabal apresentaram similaridade de aproximação de 22,6% e 22,5%, respectivamente. Este estudo sugeri que a sobreposição espacial entre a presença do vetor Lu. longipalpis e os bairros com cães infectados com LVC, indicando correlação entre a infestação vetorial e ocorrência da doença. Indica ainda que há ampla disseminação do vetor e persistência da infecção canina em Pedreiras/MA, principalmente na zona urbana. Recomenda-se ações integradas no início das atividades de controle vetorial, seguido do manejo ambiental continuado nas localidades infestadas, além do manejo do reservatório. Como atividade de vigilância, recomenda-se o inquérito canino censitário na zona rural e urbana e entomológico do vetor, além de medidas de educação e saúde e capacitações aos profissionais de saúde.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3508891 - IRLLA CORREIA LIMA LICA FONSECA
Presidente - 3174279 - JOSE MANUEL MACARIO REBELO
Interno - 2544893 - RACHEL MELO RIBEIRO
Externo à Instituição - ROSA CRISTINA RIBEIRO DA SILVA - UEMA

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