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Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCYELLE COSTA MORAES

2026-05-25 16:40:01.046

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCYELLE COSTA MORAES
DATA: 28/05/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala 01 do PPGCS - CCBS (SESSÃO PÚBLICA)
TÍTULO: Características clínicas e mecanismos de virulência de fungos isolados de hemocultura de pacientes oncológicos.
PALAVRAS-CHAVES: Fungemia; Hemocultura; Candida; Mecanismos de virulência; Resistência antifúngica; Pacientes oncológicos. Biomarcadores inflamatórios.
PÁGINAS: 76
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A suscetibilidade clínica e o comprometimento imunológico dos pacientes oncológicos os insere em um grupo de alto risco para infecções fúngicas invasivas, particularmente no cenário das fungemias, asociadas a elevada taxa de morbimortalidade e evolução desfavorável. O referencial teórico demonstrou que a fungemia em pacientes oncológicos é predominantemente causada por Candida não-albicans (NAC) que apresentam mecanismos de virulência variados, incluindo resistência aos antifúngicos, expressão de exoenzimas e hemolisinas que determinam o potencial agressivo do processo infeccioso e desencadeiam alterações nos biomarcadores inflamatórios, principalmente PCR,NLR, PLR e NLPR. O presente estudo objetivou conhecer as características clínicas, analisar os parâmetros laboratoriais e investigar mecanismos de virulência de isolados fúngicos obtidos de hemoculturas de pacientes oncológicos atendidos em hospitais de referência no estado do Maranhão, Brasil, no período de abril de 2022 a abril de 2026. Trata-se de uma pesquisa observacional, retrospectiva e prospectiva, descritiva e analítica, realizada a partir da coleta de dados clínico-laboratoriais em prontuários e no sistema laboratorial (parâmetros hematológicos e inflamatórios). O diagnóstico micológico foi realizado por espectrometria de massa (MALDI-TOF MS). A suscetibilidade antifúngica foi definida pelo sistema automatizado VITEK® 2 com interpretação baseada nos critérios BrCAST. A caracterização do público oncopediátrico abrangeu uma amostra por conveniência, com 100 episódios de fungemias. A atividade exoenzimática e hemolítica foi investigada com 67 isolados fúngicos, por meio de protocolos específicos. A espécie mais isolada foi Candida parapsilosis e o grupo etário predominante compreendeu o infantojuvenil. A anfotericina B e micafungina apresentaram sensibilidade preservada na maioria dos casos (>98%), porém, frente às cepas de Nakaseomyces glabrata constatou-se resistência expressiva, principalmente aos azóis. Diante dos outros mecanismos de virulência investigados, observaram-se, como mais frequentes, as atividades esterolíticas (74,6%) e hemolíticas (79,1%).Particularmente entre os pacientes oncopediátricos, evidenciou-se considerável associação diante do isolamento de C. tropicalis e menor sobrevida (log-rank, p = 0,032); constatou-se como preditores independentes de mortalidade a razão NLR ≥ 5, PCR elevada, internação em UTI, resistência antifúngica e coinfecção bacteriana. O desfecho clínico desfavorável alcançou 47% dos casos e apresentou significativa (p = 0,018) associação com a resistência ao fluconazol em 31,9% dos óbitos. Concluiu-se que os pacientes oncológicos com fungemia no Maranhão, exibem características clínico-epidemiológicas peculiares, com mecanismos de virulência do tipo espécie-específica, destacando a importância de estudos que visam à detecção de múltiplos mecanismos de virulência para melhor compreender os processos patogênicos no curso das fungemias. Ademais, os biomarcadores inflamatórios avaliados são acessíveis e podem auxiliar na classificação prognóstica do paciente. Tais informações podem subsidiar melhores medidas diagnósticas e terapias mais apropriadas para minimizar os desfechos fatais principalmente diante da população mais vulnerável.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLA JANAINA REBOUÇAS MARQUES DO ROSÁRIO - UEMA
Presidente - 2063627 - JOICY CORTEZ DE SÁ SOUSA
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA

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