Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de DEFESA: FRANCYELLE COSTA MORAES

2026-06-15 10:37:31.278

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCYELLE COSTA MORAES
DATA: 16/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 01 do PPGCS - CCBS (SESSÃO PÚBLICA)
TÍTULO: Características clínico-epidemiológicasemecanismosdevirulência de fungos isolados de hemocultura de pacientes oncológicos.
PALAVRAS-CHAVES: Fungemia; Candida; Resistência antifúngica; Hemolisinas; Exoenzimas; Neoplasia; Biomarcadores inflamatórios.
PÁGINAS: 88
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A suscetibilidade clínica e o comprometimento imunológico dos pacientes oncológicos os insere em um grupo de alto risco para infecções fúngicas invasivas, particularmente no cenário das fungemias, associadas a elevada taxa de morbimortalidade e evolução desfavorável. Esse processo infeccioso é predominantemente causado por espécies de Candida não-albicans (CNA) que apresentam mecanismos de virulência variados, incluindo resistência aos antifúngicos, expressão de exoenzimas e hemolisinas que determinam o agravamento do quadro clínico e desencadeiam alterações nos biomarcadores inflamatórios, principalmente PCR,RNL, RPL e RNLP. O presente estudo objetivou descrever as características clínico-epidemiológicas e laboratoriais de pacientes oncológicos com fungemia atendidos em hospitais de referência no estado do Maranhão, Brasil, bem como investigar os mecanismos de virulência dos isolados fúngicos obtidos de suas hemoculturas. Para tanto, realizou-se uma pesquisa observacional, prospectiva, descritiva e analítica, a partir da coleta de dados clínico-laboratoriais em prontuários e sistema laboratorial (parâmetros hematológicos e inflamatórios). O diagnóstico micológico foi realizado por espectrometria de massa (MALDI-TOF MS) e a suscetibilidade antifúngica foi definida pelo sistema automatizado VITEK® 2 com interpretação baseada nos critérios BrCAST. A partir deste estudo, desenvolveram-se dois artigos científicos. O primeiro artigo contemplou 67 pacientes provenientes de dois hospitais de referência no tratamento oncológico, nos quais se investigaram variáveis clínicas e mecanismos de virulência (capacidade exoenzimática e hemolítica) por meio de protocolos específicos. Na ocasião, constatou-se que Candida parapsilosis foi a espécie mais isolada, o grupo etário predominante compreendeu o infantojuvenil e a anfotericina B e micafungina apresentaram sensibilidade preservada na maioria dos casos (>98%), porém, frente às cepas de Nakaseomyces glabratus, constatou-se resistência expressiva, principalmente aos azóis. Ademais, observou-se notável ação esterolítica (74,6%) e hemolítica (79,1%) dentre os isolados fúngicos avaliados. No segundo artigo, 100 episódios de fungemias em pacientes oncopediátricos atendidos em um dos hospitais de referência do estado, compreendeu a amostragem por conveniência. Nesta coorte, caracterizou-se a nível clínico-laboratorial a referida população, analisando os biomarcadores inflamatórios e os preditores de mortalidade. Evidenciou-se considerável associação entre o isolamento de Candida tropicalis e menor sobrevida (log-rank, p = 0,032). Os preditores independentes de mortalidade foram: razão RNL ≥ 5, PCR elevada, internação em UTI, resistência antifúngica e coinfecção bacteriana. O desfecho clínico desfavorável alcançou 47% dos casos e apresentou significativa associação (p = 0,018) com a resistência ao fluconazol, observada em 31,9% dos óbitos. Concluiu-se que os pacientes oncológicos com fungemia no Maranhão, exibem características clínico-epidemiológicas peculiares, com mecanismos de virulência do tipo espécie-específica, destacando a importância de estudos que visam à detecção de múltiplos mecanismos de virulência para melhor compreender os processos patogênicos no curso das fungemias. Ademais, destaca-se que os biomarcadores inflamatórios avaliados são acessíveis e podem auxiliar na classificação prognóstica de pacientes assistidos em locais com limitação de recursos e condições socioeconômicas restritas. Tais informações podem subsidiar melhores medidas diagnósticas e terapias mais apropriadas para minimizar os desfechos fatais principalmente diante da população mais vulnerável.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407707 - CONCEICAO DE MARIA PEDROZO E SILVA DE AZEVEDO
Interno - 1259945 - LAYZE BRAZ DE OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA
Externo à Instituição - CARLA JANAINA REBOUÇAS MARQUES DO ROSÁRIO - UEMA
Externo à Instituição - MARLIETE CARVALHO DA COSTA - UNICEUMA

fim do conteúdo