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Banca de DEFESA: ANA BEATRIZ SANTOS SOUSA

2026-07-02 09:52:41.489

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA BEATRIZ SANTOS SOUSA
DATA: 07/07/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Sala 01 do PPGCS - CCBS (SESSÃO PÚBLICA)
TÍTULO: Análise in sílico e in vitro do efeito antimicrobiano da isoliquiritigenina frente a bactérias Gram-positiva.
PALAVRAS-CHAVES: Isoliquiritigenina; Atividade antibacteriana; Sinergismo; Antibiofilme; Docagem molecular.
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A resistência bacteriana aos antibióticos, a escassez de novas classes de antimicrobianos e o aumento das infecções causadas por microrganismos resistentes têm impulsionado a busca por novas moléculas com potencial antibacteriano. Nesse contexto, os compostos fenólicos constituem uma fonte promissora para o desenvolvimento de terapias adjuvantes aos antibióticos convencionais. Entre eles, a isoliquiritigenina (ISL), uma chalcona presente em Glycyrrhiza glabra (alcaçuz), planta medicinal amplamente empregada por suas propriedades terapêuticas, tem recebido atenção científica crescente. Embora a atividade antibacteriana da ISL já tenha sido relatada, seus mecanismos de ação e, sobretudo, seus efeitos em associação com antibióticos convencionais permanecem pouco esclarecidos. O presente estudo teve como objetivo investigar a atividade antibacteriana da ISL por meio de abordagens in silico e in vitro, bem como avaliar sua capacidade de potencializar a ação da oxacilina (OXA) e da vancomicina (VAN). As análises in silico foram realizadas com os programas PASS Online, SwissADME, ProTox-II e AutoDock Vina 1.2.5. Nos ensaios in vitro, a Concentração Inibitória Mínima (CIM) foi determinada por microdiluição em caldo, e a interação com OXA e VAN foi avaliada pelo ensaio do tabuleiro de xadrez (checkerboard). Também foram avaliados os efeitos da ISL sobre a cinética de tempo-morte, a inibição da formação de biofilme e a atividade hemolítica. Nas predições in silico, as atividades biológicas estimadas incluíram ação antiparasitária, antifúngica, antiviral e antibacteriana. A ISL apresentou parâmetros farmacocinéticos condizentes com boa biodisponibilidade oral, elevada absorção gastrointestinal e permeação da barreira hematoencefálica e da pele. No perfil toxicológico predito, foi classificada como inativa para carcinogenicidade, hepatotoxicidade, mutagenicidade e citotoxicidade, e ativa para imunotoxicidade. Na docagem molecular, a ISL apresentou afinidade de ligação pelas enzimas DNA girase B (GyrB) e undecaprenil-pirofosfato sintase (UppS). In vitro, a ISL apresentou CIM de 256 a 512 μg/mL frente a Enterococcus faecalis e Staphylococcus aureus. Nos ensaios de interação, observou-se efeito aditivo frente ao MRSA 64, com redução de 4 vezes na CIM da OXA e de 2 vezes na CIM da ISL, e efeito sinérgico frente ao E. faecalis 142, com redução de 4 vezes na CIM da ISL e de 128 vezes na CIM da VAN. No ensaio de tempo-morte frente ao E. faecalis 142, as combinações 2×ISL + VAN, ISL + VAN e ISL + VAN/2 apresentaram atividade bactericida. A ISL também exibiu ação antibiofilme e baixa atividade hemolítica. Em conjunto, esses resultados indicam que a ISL tem potencial para atuar como adjuvante da OXA e da VAN e pode constituir uma estratégia promissora contra infecções causadas por cepas bacterianas resistentes.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3436173 - AFONSO GOMES ABREU JUNIOR
Externo à Instituição - EDUARDO MARTINS DE SOUSA - UNICEUMA
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA
Presidente - 407637 - VALERIO MONTEIRO NETO

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