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Banca de QUALIFICAÇÃO: PATRÍCIA DE SOUSA SILVA

2024-08-02 08:25:52.523

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRÍCIA DE SOUSA SILVA
DATA: 28/08/2024
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/pyj-rkyk-jbw
TÍTULO: FANTÁSTICO DECOLONIAL EM TERESA DECIDE FALAR DE LINDEVANIA MARTINS
PALAVRAS-CHAVES: Teresa Decide Falar. Lindevania Martins. Fantástico Decolonial. Colonialidade. Interseccionalidade.
PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO: O trabalho em questão é uma investigação, a partir de uma perspectiva dos estudos decoloniais e interseccionais, que analisa como a Literatura Fantástica tende a ser uma estratégia potencial de denúncia contra a lógica das colonialidades nos contos fantásticos “Teresa decide falar”, “No meio da testa”, “Ossos do ofício” e “A substituta”, no livro Teresa Decide Falar (2022), cuja autoria pertence à defensora pública Lindevania Martins que, como escritora negra e maranhense da literatura contemporânea, tem sido uma representante crucial das vozes marginalizadas e estereotipadas pela supremacia patriarcal/capitalista. Além disso, tem a finalidade de identificar a interseccionalidade de raça, gênero e classe em “No meio da testa” e “A substituta”; assim como também busca averiguar como o processo de superexploração da mão de obra pelo sistema capitalista é denunciado em “Teresa decide falar” e “Ossos do ofício”. Para tanto, foi feita uma abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico e caráter exploratório, na busca por aspectos da ficção literária que corroborem com a temática e a compreensão dos conceitos discutidos ao longo da dissertação. Como fundamentação teórica foram usados textos de autores como: Aimé Césaire (1978), Heleieth Saffioti (1987), Aníbal Quijano (2005), Spivak (2010), Walter Mignolo (2017, 2018), Carla Akotirene (2018), Kimberle Crenshaw (2002), Bernardino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel (2018), Lélia Gonzalez (2020), María Lugones (2020), Tzvetan Todorov (1970; 2004), entre outros escritores que teorizam sobre os motes elencados. Ademais, os resultados apontam para a forma como a autora consegue denunciar a violência exercida contra os sujeitos subalternizados em prol dos infortúnios da matriz colonial de poder, ao mesmo tempo em que suscita práticas decoloniais de reexistência no combate aos males dessa herança hegemônica por intermédio da narrativa fantástica que, por si só, já subverte as formas fixas e rompe com a subordinação à teoria dos gêneros literários.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2243382 - CRISTIANE NAVARRETE TOLOMEI
Interno - 1474768 - NAIARA SALES ARAUJO SANTOS
Externo à Instituição - ELIANA PEREIRA DE CARVALHO - UESPI

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