Banca de QUALIFICAÇÃO: RENAN PIRES AZEVEDO
2024-08-29 08:20:00.104
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENAN PIRES AZEVEDO
DATA: 30/08/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Ciências de Bacabal (CCBa/UFMA)
TÍTULO: A Língua Brasileira de Sinais na Ilha de São Luís: um estudo sociolinguístico de variação lexical
PALAVRAS-CHAVES: Libras. Maranhão. Comunidade de Práticas Surda. Sociolinguística
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Sociolingüística e Dialetologia
RESUMO: Este trabalho objetiva analisar a variação lexical referente aos campos semânticos alimentos, corpo humano, cores, animais e profissões, produzidos por 8 surdos nascidos na região metropolitana que engloba as cidades de São Luís, capital do estado do Maranhão, mais as cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Parte-se da discussão de que a Língua de Sinais é um sistema linguístico natural que passa por processos de variação e mudança linguística e propõe-se que os indivíduos participantes da pesquisa compõem uma comunidade de práticas surdas, termo que amplia a compreensão de Eckert e McConnel-Ginet (1992) e Eckert (1996), para quem tal comunidade de práticas diz respeito ao engajamento mútuo que reúne indivíduos em torno de um empreendimento comum, composto, por sua vez, pelas relações sociais que esses indivíduos estabelecem entre si, seus usos linguísticos, mas também crenças e relações de poder. Para que se analisem os campos semânticos indicados, gravaram-se 1 homem e 1 mulher de cada uma das cidades da ilha de São Luís, todos com ensino médio completo, com idades entre 18 e 30 anos. Apoia-se teórico e metodologicamente nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (Labov, 2008[1972]), recorte dos estudos linguísticos que entende o uso da língua em sua estrita relação com as informações sociais dos indivíduos que a utilizam para estabelecer comunicação. Os resultados, ainda preliminares, revelam que há diferenças significativas, a depender dos campos semânticos realizados, mas não em relação ao sexo/gênero e nem quanto a localidade em que os participantes nasceram. Avanços necessitam ser feitos na análise, de maneira a permitir observar se informações estruturais como configuração da mão, dominância, ponto de articulação, movimento, orientação da palma, expressões não-manuais e quantidade de mãos utilizadas na produção dos sinais linguísticos considerados explicam o fenômeno de variação lexical em questão. Com a realização desta pesquisa, não apenas se considera os avanços que ela traz, ao analisar dados de língua de sinais à luz da teoria sociolinguística, contribuindo para que se amplie o conjunto de pesquisas que ajudem a explicar o funcionamento desse sistema linguístico e as inerentes correlações com aspectos sociais. Teoricamente, discute como conceitos consolidados nessa área de estudos adapta-se à compreensão da comunidade de sinalizantes como uma comunidade de práticas surda.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2248124 - WENDEL SILVA DOS SANTOS
Interno - 1250641 - LUIS HENRIQUE SERRA