Banca de DEFESA: JOÃO DE DEUS SOUZA DE BARROS
2024-11-25 08:42:32.348
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOÃO DE DEUS SOUZA DE BARROS
DATA: 05/12/2024
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/syp-atyp-byg
TÍTULO: A ESTRELA E O ANJO: convergências do sagrado em Manuel Bandeira
PALAVRAS-CHAVES: Convergências do Sagrado. Manuel Bandeira. Poesia. Poesia Brasileira. Estrela da Vida Inteira.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Brasileira
RESUMO: Esta pesquisa investiga as convergências do sagrado na poética do modernista Manuel Bandeira, explorando como o poeta percorre um movimento temático que transita entre diferentes polos relacionados ao sagrado. Esse percurso reflete tanto a trajetória de vida do autor quanto os caminhos poéticos que o inspiraram, destacando um diálogo entre a experiência pessoal e a criação literária. Bandeira, reconhecido como uma figura central no modernismo brasileiro, trouxe, a partir de 1919, com a publicação de Carnaval, uma linguagem alinhada aos ideais modernistas, rompendo com as formas tradicionais e consolidando-se como precursor do movimento, apelidado por muitos de São João Batista da escola literária liderada por Oswald e Mário de Andrade. Para responder às questões propostas, a análise se concentra na obra poética completa de Bandeira, identificando os poemas que abordam temas relacionados ao sagrado, às questões religiosas e às dimensões míticas e simbólicas. A investigação será fundamentada em teóricos como Mircea Eliade, Émile Durkheim, Rudolf Otto e Georges Bataille, além de outros autores que discutem a manifestação do sagrado no mundo físico e no campo das ideias. A prosa de Bandeira também é objeto de análise, com destaque para sua autobiografia poética, Itinerário de Pasárgada, suas crônicas, tratados poéticos, cartas e outros textos pertinentes. A pesquisa se justifica por abordar de forma inédita o percurso de Manuel Bandeira em busca do sagrado, interpretando essa dimensão como um elemento estruturante de sua produção literária. Apresenta como o poeta transforma sua ligação com o incognoscível em matéria poética, fundindo tradição, crença e imaginação em uma linguagem acessível e profundamente humana. Parte-se da hipótese de que Bandeira incorpora elementos da tradição cultural e espiritual em sua poesia, transfigurando crenças em experiências poéticas singulares. Reconhecido por seu vínculo com o povo e pela capacidade de transformar o cotidiano e o trivial em arte, Bandeira demonstra, em sua obra, que o sagrado pode emergir tanto nas grandes questões existenciais quanto nos detalhes aparentemente insignificantes da vida.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 797.148.381-34 - CACIO JOSÉ FERREIRA
Interno - 218.118.488-77 - FRANCO BAPTISTA SANDANELLO
Externo à Instituição - FRANCISCO ALVES GOMES - UFRR