Banca de DEFESA: HAVILLA CRISTINA COSTA DA SILVA
2025-01-31 12:49:29.486
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HAVILLA CRISTINA COSTA DA SILVA
DATA: 14/02/2025
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/tcd-wmrt-hyg
TÍTULO: NEGRITUDE E CONSCIÊNCIA DE SI EM O BEIJO NA PAREDE (2013) E O AVESSO DA PELE (2020), DE JEFERSON TENÓRIO
PALAVRAS-CHAVES: Jeferson Tenório; Escrevivências; Negritude; Racismo estrutural; Literatura negro-brasileira.
PÁGINAS: 131
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Teoria Literária
RESUMO: Esta pesquisa aborda a negritude e a tomada de consciência de ser negro na sociedade brasileira nas obras O beijo na parede (2013) e O Avesso da Pele (2020), do autor contemporâneo Jeferson Tenório. O objetivo geral deste trabalho é analisar as configurações do Movimento da Negritude como ato de auxílio na tomada de consciência de si, em O beijo na parede e O avesso da pele, de Jeferson Tenório, sobretudo no desenrolar da vida dos protagonistas, Henrique e João, homens negros que vivem no Sul do país. Para isso, a pesquisa realizada com metodologia de cunho bibliográfico e de caráter descritivo, com base na leitura de diversos teóricos, como Cuti (2010), Duarte (2019), Kilomba (2021), entre outros. Assim, é possível apresentar como se deu o processo de formação do conceito de negritude em nível mundial, a origem de um movimento negro no Brasil e suas conquistas, além de conceituar e problematizar o racismo estrutural na sociedade brasileira. Posteriormente, alude-se à percepção de ser negro e a importância de se reconhecer como tal para combater a problemática do racismo. Além disso, a perspectiva social criada sobre o negro na história, que, consequentemente, atravessa a literatura também é abordada na pesquisa. Nesse sentido, aborda-se a visão criada sobre o negro desde o Barroco até as tendências contemporâneas e a forma com que ele é inserido nas narrativas e poemas. No que se refere à contemporaneidade, há uma presença maior de escritores negros que usam a escrita como forma de resistência. No entanto, não são apenas os autores desta época que o fazem, pois mesmo no período de escravidão já havia escritores negros que resistiam ao sistema branco, patriarcal e colonizador. Dessa forma, é possível analisar as obras mencionadas observando tanto o autor como alguém que combate o racismo quanto suas obras, que revelam seu projeto estético-literário e a construção de personagens conscientes da situação do sujeito negro na sociedade brasileira.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1070846 - RUBENIL DA SILVA OLIVEIRA
Interno - 1877420 - WHERISTON SILVA NERIS
Externo à Instituição - Jesuíno Arvelino Pinto - UNEMAT