Banca de DEFESA: PATRÍCIA DE SOUSA SILVA
2025-01-31 12:50:17.375
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRÍCIA DE SOUSA SILVA
DATA: 27/02/2025
HORA: 10:00
LOCAL: https://meet.google.com/kvz-zyeu-oek
TÍTULO: FANTÁSTICO DECOLONIAL EM TERESA DECIDE FALAR DE LINDEVANIA MARTINS
PALAVRAS-CHAVES: Teresa Decide Falar. Lindevania Martins. Fantástico Decolonial. Colonialidade. Interseccionalidade.
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO: O trabalho em questão é uma investigação a partir de uma perspectiva dos estudos decoloniais, que analisa como a Literatura Fantástica tende a ser uma estratégia potencial de crítica à lógica das colonialidades nos contos fantásticos Teresa decide falar, No meio da testa, Ossos do ofício e A substituta, do livro Teresa Decide Falar (2022), cuja autoria pertence à Lindevania Martins que, como escritora negra e maranhense da literatura contemporânea, tem sido uma representante crucial das vozes marginalizadas e estereotipadas pela supremacia patriarcal. Além disso, este trabalho tem a finalidade de apontar as intersecções entre colonialismo, patriarcado e as construções sociais de gênero que assolam a vida e o cotidiano das personagens dos contos em questão. Para tanto, foi feita uma abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico e caráter exploratório, na busca por aspectos da ficção literária de gênero/modo fantástico que corroborem com a temática e a compreensão dos conceitos discutidos ao longo da dissertação. Nesse sentido, a metodologia adotada visa à compreensão apropriada dos conceitos de colonialidade, decolonialidade, interseccionalidade e de como esses fenômenos podem ser estudados nos textos de literatura fantástica. Para tanto, como fundamentação, foram estudadas obras dos seguintes pensadores: Heleieth Saffioti (1987; 2015), María Lugones (2020), Rita Laura Segato (2012), Lélia Gonzalez (2020), Susana de Castro (2020), Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2017; 2018), Maldonado-Torres e Grosfoguel (2018), Kimberle Crenshaw (2002), Tzvetan Todorov (1970; 2004), Ana Luiza Silva Camarani (2014); Marisa Martins Gama-Khalil (2013), Irène Bessière (2009), entre outros estudiosos que teorizam sobre os motes elencados. Ademais, os resultados apontam para a forma como a autora maranhense contemporânea desvela a violência exercida contra os sujeitos subalternizados, sobretudo as mulheres; entretanto, embora elas sofram as opressões, algumas personagens apresentam práticas decoloniais de reexistência no combate à Matriz Colonial de Poder.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2243382 - CRISTIANE NAVARRETE TOLOMEI
Interno - 1474768 - NAIARA SALES ARAUJO SANTOS
Externo à Instituição - FLÁVIA ANDREA RODRIGUES BENFATTI - UFU