Banca de DEFESA: ERICA CRISTINA FRAZÃO DE MOURA
2025-02-22 08:15:05.064
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ERICA CRISTINA FRAZÃO DE MOURA
DATA: 27/02/2025
HORA: 15:00
LOCAL: meet.google.com/vss-duih-kwp
TÍTULO: LIVRO DIDÁTICO E DISCURSO PEDAGÓGICO: o que dizem os livros de língua portuguesa sobre essa relação em diferentes tempos
PALAVRAS-CHAVES: Discurso Pedagógico. Livro Didático. Ensino Fundamental.
PÁGINAS: 106
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Língua Portuguesa
RESUMO: O presente estudo é uma investigação sobre a relação entre discursos pedagógicos e materiais didáticos para o ensino de Língua Portuguesa, voltados para crianças nos anos iniciais, em diferentes períodos históricos. Partimos do entendimento de que o Livro Didático (LD) transcende sua função como suporte educacional, constituindo-se como uma materialidade discursiva, um enunciado responsivo e situado em um contexto específico. A investigação busca responder a seguinte indagação: Como o discurso pedagógico se estabelece na escola a partir dos livros didáticos de Língua Portuguesa em diferentes tempos históricos? O objetivo geral consiste em: analisar os discursos pedagógicos que orientam a elaboração e circulação de cartilhas e livros didáticos de Língua Portuguesa, voltados para crianças nos anos iniciais, em diferentes períodos históricos, especificamente, 1967 e 2021. Os objetivos específicos consistem em: traçar uma linha do tempo sobre o livro didático no Brasil; explorar sobre os sentidos de discurso pedagógico no ensino de língua em diferentes tempos; discutir sobre as concepções de linguagem, leitura e escrita que orientam os materiais didáticos para alfabetização. Como objeto de análise, foram delimitados dois livros: a Cartilha Caminho Suave, de 1967, amplamente adotada nas turmas de Alfabetização, que dialoga com as políticas educacionais e o discurso da ditadura militar, e livro de Língua Portuguesa "A Conquista", para turmas do 1º ano do Ensino Fundamental, produzido em 2021, largamente adotado nas escolas públicas brasileiras, e que dialoga com as políticas educacionais e o discurso democrático dos tempos atuais. Metodologicamente nos apoiamos na perspectiva de uma pesquisa exploratória e documental, fundamentada em estudos enunciativos, do Círculo Bakhtiniano e em teorias da aprendizagem, de Paulo Freire. Com relação ao aporte teórico destacamos, mobilizaram-se os trabalhos de Bittencourt (2004) sobre a linha do tempo do livro didático no Brasil; de Volóchinov(2017) a despeito dos enunciados responsivos e sociohistoricamente situados; de Bakhtin (2016) no que tange à linguagem como atividade dialógica; de Freire (2004) sobre discurso pedagógico e pedagogia da autonomia; de Geraldi (2005) sobre as concepções de ensino de língua. Os resultados mostram que materiais didáticos são alheios a qualquer ideia de neutralidade, pois respondem aos períodos históricos e às políticas educacionais. De cartilha a livros didáticos, há mudanças não apenas na denominação, mas nos discursos sobre o que ensinar, como ensinar e para quem ensinar, há mudanças na concepção de língua e na formação de leitores. As mudanças refletem as políticas, mas também refratam sentidos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2350225 - KATIA CILENE FERREIRA FRANCA
Externo ao Programa - 1820661 - RACHEL TAVARES DE MORAIS
Externo à Instituição - JOSENILDO CAMPOS BRUSSIO - UEMA