Banca de DEFESA: VITÓRIA DOS SANTOS PIRES
2025-02-26 15:10:19.048
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITÓRIA DOS SANTOS PIRES
DATA: 28/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Defesa Vitória Pires - Mestrado.- PGLB UFMA-Bacabal Quinta-feira, 13 de março · 2:00 até 5:00pm Fus
TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS: uma análise discursiva
PALAVRAS-CHAVES: Discurso. Projetos de Lei. Formações Imaginárias.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO: Ao propor um trabalho ancorado nos pressupostos da Análise do Discurso de Michel
Pêcheux, localizamo-nos em um lugar teórico a partir do qual o linguístico deve ser
considerado em relação com suas exterioridades, que lhes são constitutivas. Nesse panorama, destacamos que esta pesquisa reafirma sua importância ao analisar discursivamente propostaslegislativas, uma vez que esses textos materializam ideologias presentes no contexto político-social nacional e, principalmente, no que diz respeito aos grupos que são legalmente englobados pela nomenclatura de povos e comunidades tradicionais. Tendo isso em vista, buscamos responder, a partir desta pesquisa, o questionamento de como os imaginários sobre os povos e comunidades tradicionais são constituídos em projetos de lei apresentados à Mesa Diretora em 2023. Considerando que as formações imaginárias estão em funcionamento nos processos discursivos, a partir do questionamento elaborado, objetivamos, de modo geral, investigar os aspectos linguístico-discursivos na constituição de imaginários sobre povos e comunidades tradicionais em fragmentos das propostas legislativas selecionadas e, especificamente, analisar a superfície linguística, verificando as relações constitutivas das condições de produção e o dito nesses textos e, por fim, analisar a constituição de efeitos de sentidos nos projetos selecionados em função desses fatores. Para tanto, temos como ponto de partida as afirmações de Pêcheux (2014a; 2014b) e Henry (2014) acerca do discurso e sobre a não transparência da linguagem na relação entre significados e significantes, no qual é possível demonstrar que os sentidos são históricos e ideologicamente determinados. Assim, consideramos o que diz Courtine (2009) sobre material linguístico como ponto de partida, não reduzindo o discurso a ele, mas como a instância em que esse campo encontra sua validação. Logo, baseado no processo de análise do que é dito no texto e na descrição do contexto sócio-histórico e ideológico em que os enunciados emergem, percebemos a constituição de sentidos que revelam a violação de direitos e a condição de invisibilidade social ao qual esses grupos são submetidos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 700.965.201-59 - JOSE ANTONIO VIEIRA
Interno - 2270713 - GLORIA DA RESSURREICAO ABREU FRANCA
Externo ao Programa - 1798237 - ANTONIO EVALDO ALMEIDA BARROS