Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de QUALIFICAÇÃO: CATARINA MARIA PEREIRA CARVALHO

2025-08-19 14:37:25.153

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CATARINA MARIA PEREIRA CARVALHO
DATA: 29/08/2025
HORA: 15:00
LOCAL: https://meet.google.com/gan-efhe-aev
TÍTULO: O LUGAR DO INTERLOCUTOR NA ESCRITA ACADÊMICA: um estudo dialógico sobre endereçamento
PALAVRAS-CHAVES: Escrita acadêmica. ProfLetras. Pesquisador. Interlocutor.
PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Língua Portuguesa
RESUMO: Há muitas delimitações e reflexões envolvendo a escrita acadêmica, uma delas consiste na relação entre o pesquisador e o outro a quem o texto se endereça, o interlocutor, aquele que se faz presente, mesmo estando fora, e se mostra a partir de uma heterogeneidade de formas linguísticas, de negociações de sentido. Não há como escrever sem levar em consideração o endereçamento, a dimensão dialógica da linguagem, segundo a qual a palavra é sempre destinada e orientada para o outro (Bakhtin, 1997). Desse modo, importa-nos olhar para a escrita de uma pesquisa como um ato de orientação para o outro, ao mesmo tempo, um ato constitutivamente atravessado pelo outro. Nesse sentido, o presente trabalho tem o objetivo discutir, a partir da escrita acadêmica, o lugar do interlocutor, o jogo do endereçamento dialógico em dissertações de mestrado profissional. A pergunta que orienta esta discussão é: Como o diálogo entre o pesquisador e seus interlocutores é construído na escrita acadêmica de professores/pesquisadores? Levantamos como suposição a ideia de que na escrita de dissertações de mestrado profissional, o pesquisador interage com diferentes interlocutores que assumem diferentes posições enunciativas e institucionais, e influenciam diretamente nas escolhas do pesquisador. Para responder à questão, delimitamos dissertações de Mestrado Profissional em Letras - ProfLetras, uma vez que são pesquisas desenvolvidas por professores pesquisadores que investigam a própria prática de ensino e precisam dialogar pela escrita com diferentes interlocutores na universidade e na escola. A fundamentação dessa pesquisa parte dos estudos da concepção dialógica de linguagem do Círculo de Bakhtin, especificamente as escritas de Bakhtin (1997, 2010, 2011, 2016) e Volóchinov (2017). Dialogamos ainda com França (2018) sobre a voz do interlocutor na escrita acadêmica; Markoni e Lakatos (2003) sobre o conceito de dissertação de mestrado; Santos (2020) sobre o ProfLetras e as dissertações do ProfLetras. Os resultados iniciais foram organizados em duas categorias de análises que marcam a interação dialógica entre o professor/pesquisador e seus interlocutores, na escrita das dissertações do ProfLetras. Nomeamos as categorias da seguinte forma: a) a posição enunciativa do pesquisador que marca o diálogo com o interlocutor; b) a interlocução pela intervenção na sala de aula.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2350225 - KATIA CILENE FERREIRA FRANCA
Externo ao Programa - 2256348 - ELIANE PEREIRA DOS SANTOS
Externo à Instituição - ALANA DRIZIÊ GONZATTI DOS SANTOS - UFRN

fim do conteúdo