Banca de DEFESA: DANIEL FERREIRA CARVALHO
2025-11-27 09:34:42.763
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIEL FERREIRA CARVALHO
DATA: 15/12/2025
HORA: 09:00
TÍTULO: A FIGURAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADULTO EM O PEQUENO PRÍNCIPE, DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY
PALAVRAS-CHAVES: Literatura Infantojuvenil; O Pequeno Príncipe; personagem literária; alegoria; símbolo.
PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literaturas Estrangeiras Modernas
RESUMO: Esta dissertação investiga a figuração da criança e do adulto na obra O Pequeno Príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), com ênfase nas dimensões simbólicas, alegóricas e figurativas das personagens. A pesquisa parte do pressuposto de que a literatura, enquanto espaço privilegiado de representação da experiência humana, pode revelar e tensionar os modos como a infância e a vida adulta são simbolicamente construídas. Nesse sentido, propõe-se analisar de que maneira a obra articula uma crítica ao mundo adulto, marcado por racionalismos estéreis e valores utilitários, por meio da construção de personagens arquetípicos que condensam modos de ser e de ver o mundo. A figura da criança encarnada no pequeno príncipe é interpretada como metáfora da escuta sensível, da imaginação e da afetividade, revelando-se um polo de resistência simbólica frente às estruturas rígidas da modernidade. A análise está fundamentada nos aportes teóricos de Anatol Rosenfeld, Antonio Candido e Carlos Reis, para o estudo da personagem literária; João Adolfo Hansen e Carlos Ceia, para a compreensão da alegoria; e Gilbert Durand, Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, no que se refere à simbologia e ao imaginário. A metodologia adotada combina leitura crítica e análise interpretativa da obra, com enfoque qualitativo e caráter descritivo-analítico, considerando tanto os aspectos formais da narrativa quanto seu contexto histórico de produção, especialmente o período da Segunda Guerra Mundial. A dissertação está organizada em quatro capítulos. O primeiro discute a centralidade da personagem na construção narrativa; o segundo examina o funcionamento da alegoria como forma de expressão de conteúdos morais e filosóficos; o terceiro situa O Pequeno Príncipe no contexto histórico-literário de sua criação e recepção; e o quarto analisa as tensões entre infância e vida adulta, questionando os limites genéricos da obra e suas implicações simbólicas. Ao final, conclui-se que a narrativa de Saint-Exupéry transcende os limites da literatura infantojuvenil, articulando uma noção de infância que convoca o leitor à reflexão sobre os fundamentos da existência, da escuta e do vínculo afetivo. O Pequeno Príncipe, nesse sentido, afirma-se como uma obra aberta, capaz de evocar múltiplas camadas de significação e de figurar arquétipos que continuam a ressoar na sensibilidade contemporânea.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 822.327.845-68 - FABIO JOSE SANTOS DE OLIVEIRA
Interno - 1743058 - DILSON CESAR DEVIDES
Externo à Instituição - JOAO BATISTA BOTTON - IFBAIANO