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Banca de DEFESA: CATARINA MARIA PEREIRA CARVALHO

2026-02-07 12:35:18.986

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CATARINA MARIA PEREIRA CARVALHO
DATA: 26/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/bcy-grji-ojy
TÍTULO: O LUGAR DO INTERLOCUTOR NA ESCRITA ACADÊMICA: um estudo dialógico sobre endereçamento a partir de dissertações do ProfLetras
PALAVRAS-CHAVES: Escrita acadêmica. ProfLetras. Pesquisador. Interlocutor.
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Língua Portuguesa
RESUMO: Há muitas delimitações e reflexões envolvendo a escrita acadêmica, uma delas consiste na relação entre o pesquisador e o outro a quem o texto se endereça, o interlocutor, aquele que se faz presente, mesmo estando fora, e se mostra a partir de uma heterogeneidade de formas linguísticas, de negociações de sentido. Não há como escrever sem levar em consideração o endereçamento, a dimensão dialógica da linguagem, segundo a qual a palavra é sempre destinada e orientada para o outro (Bakhtin, 1997). Desse modo, importa-nos olhar para a escrita de uma pesquisa como um ato de orientação para o outro, ao mesmo tempo, um ato constitutivamente atravessado pelo outro. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo analisar o lugar do interlocutor, o jogo do endereçamento dialógico, as negociações de sentido entre o pesquisador e os outros em dissertações do Mestrado Profissional em Letras – ProfLetras. A pergunta que orienta esta discussão é: Como o diálogo entre o pesquisador e seus interlocutores é construído na escrita acadêmica de professores-pesquisadores? Levantamos como hipótese a ideia de que na escrita de dissertações do ProfLetras, o pesquisador interage com diferentes interlocutores que assumem diferentes posições enunciativas e institucionais, e influenciam diretamente nas escolhas do pesquisador. Para responder à questão, delimitamos dissertações de Mestrado Profissional em Letras - ProfLetras, uma vez que são pesquisas desenvolvidas por professores pesquisadores que investigam a própria prática de ensino e precisam dialogar pela escrita com diferentes interlocutores na universidade e na escola. A fundamentação dessa pesquisa parte dos estudos da concepção dialógica de linguagem do Círculo de Bakhtin, especificamente as escritas de Bakhtin (1997, 2010, 2011, 2016) e Volóchinov (2021). Dialogamos ainda com França (2018) sobre a voz do interlocutor na escrita acadêmica; com Gatti, Barreto e André (2011) sobre a formação continuada de professores; Amorim (2004) sobre formas de endereçamento; Bortoni-Ricardo (2008) sobre a figura do professor-pesquisador, entre outros. Os resultados da pesquisa foram organizados em três categorias de análises que marcam a interação dialógica entre o professor pesquisador e seus interlocutores, na escrita das dissertações do ProfLetras. Nomeamos as categorias da seguinte forma: a) a posição enunciativa do pesquisador que marca o diálogo com o interlocutor; b) a interlocução pela intervenção na sala de aula; c) O discurso alheio como marca do interlocutor.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2350225 - KATIA CILENE FERREIRA FRANCA
Externo ao Programa - 2256348 - ELIANE PEREIRA DOS SANTOS
Externo à Instituição - SULEMI FABIANO CAMPOS - UFRN

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