Banca de DEFESA: AMANDA GOMES MOURAO
2026-02-09 16:06:47.852
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA GOMES MOURAO
DATA: 24/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/dos-jdfq-ezi
TÍTULO: A MULHER LÉSBICA NA PONTA DA LÍNGUA: LÉXICO E AVALIAÇÃO SOCIAL
PALAVRAS-CHAVES: léxico; Tabu Linguístico; Sexualidade; Heteronormatividade
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Lingüística Aplicada
RESUMO: Esta dissertação de mestrado, desenvolvida no campo dos estudos do léxico, tabu social e da Sociolinguística com interfaces nas Ciências Sociais, propõe uma análise linguístico-discursiva das denominações utilizadas pela população para nomear a mulher lésbica no Brasil. O objetivo central do estudo é investigar como essas denominações se relacionam com as construções sociais da sexualidade, as imagens atribuídas e os papéis de gênero desempenhados pela mulher em um contexto sociocultural marcado pela heteronormatividade sexual. A relevância desta pesquisa reside na urgência de se compreender como a linguagem molda e reflete as percepções sobre a homossexualidade feminina, revelando dinâmicas de poder e contribuindo para o combate à discriminação. A abordagem metodológica adotada é mista, explorando aspectos quantitativos e qualitativos, O trabalho busca analisar a dinâmica das denominações, buscando compreender sua origem e os processos de ressignificação dentro da comunidade LGBTQIAPN+, bem como analisa a presença de expressões que refletem estereótipos de gênero e sexualidade. A bibliografia básica deste estudo repousa em noções de Gênero, Sexualidade e Corpo feminino (Beauvoir, 2019; Butler, 2022; Foucault, 1989), além de teorias sobre o Léxico (Biderman, 2001), Tabus Linguísticos (Guérios, 1979, Orsi, 2011; Serra, Silveira, 2022), e Estudos de percepção e comunidades de prática (Eckert, 2000/2010; Freitag, 2025). Em síntese, os resultados revelam um panorama lexical que espelha as tensões sociais e o preconceito contra a mulher lésbica no Brasil, predominando lexias de carga depreciativa e estigmatizante que associam a identidade lésbica a desvios da feminilidade tradicional. Por outro lado, a pesquisa identificou processos de ressignificação, em que as lexias são apropriadas como símbolos de resistência e autoafirmação. Conclui-se, portanto, que a linguagem atua tanto como ferramenta de marginalização quanto como campo de disputa e empoderamento identitário.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1250641 - LUIS HENRIQUE SERRA
Externo ao Programa - 2999055 - THECIANA SILVA SILVEIRA
Externo à Instituição - VIVINA ORSI - UNESP