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Banca de DEFESA: ALINE DA SILVA MORAIS COSTA

2026-02-16 12:53:43.63

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE DA SILVA MORAIS COSTA
DATA: 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/eed-tohz-stm
TÍTULO: SOU BRAVO, SOU FORTE, SOU FILHO DO NORTE: a construção discursiva do indígena no Bumba meu boi de Morros - MA
PALAVRAS-CHAVES: Bumba meu boi; Indígenas; Identidade; Cultura; Memória.
PÁGINAS: 79
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO: O Bumba meu boi é uma manifestação cultural profundamente enraizada na vida simbólica e social do povo maranhense. Uma expressão popular viva, dinâmica e performática, que articula memória, identidade e resistência. Nessa dimensão de celebração e disputa simbólica, a manifestação opera como um lugar de produção de discursos e disputa de sentidos. É nesse cenário que o indígena se constrói discursivamente e adquire centralidade. Ele vai além de um adorno cênico; esse personagem carrega uma densidade simbólica, que convoca a memória coletiva e atua nos tensionamentos entre tradição e transformação. Compreender os significados produzidos pelo indígena implica em analisar como os discursos se manifestam nas materialidades significantes, gestos, figurinos e enredos dramatúrgicos; revelando simultaneamente estratégias de resistência e marcas do imaginário colonial ainda presentes. No Bumba meu boi de Morros, o indígena assume um papel privilegiado na construção de significados. Partimos do princípio de que o indígena é construído discursivamente tanto como figura simbólica de resistência e de conexão ancestral com a terra, quanto como sujeito histórico cujas experiências, embora celebradas, podem ser simplificadas ou obscurecidas, sendo alvo constante de ressignificações que acompanham as transformações sociais do país. Diante desse cenário, a presente pesquisa se orienta pela seguinte pergunta: “como o indígena é construído discursivamente no Bumba meu boi de Morros- MA, tendo como ponto de partida o tema “É necessário nascer de novo”, proposto para a temporada de 2024? ” Nossa proposta consiste em analisar como se constrói discursivamente o indígena no Boi de Morros, considerando aspectos relacionados à identidade, religiosidade, produção cultural, memória e ressignificações, tendo em vista a narrativa do auto do boi. Para isso, elegemos como corpus de nossa pesquisa o registro audiovisual de uma das apresentações de 2024, por considerarmos que essas materialidades possibilitam uma análise rica e multifacetada, integrando elementos orais, visuais e simbólicos. A seleção do Boi de Morros se justifica por seu reconhecimento como um grupo que é colocado, por seus próprios participantes, como lugar de inovação dentro da festa, tanto pelas temáticas contemporâneas que aborda quanto pela presença marcante de corpos malhados e preparados para a performance, o que, por conseguinte comunica sentidos e valores. Para fundamentar a análise, adotamos a AD, Análise de Discurso de linha pecheutiana, mobilizando conceitos como sujeito, ideologia, memória discursiva, interdiscurso, formação discursiva e formação ideológica, de modo a compreender os deslizamentos, os deslocamentos de significados e as reverberações do discurso que se manifestam na construção do indígena nessa manifestação. Para isso, fundamentamo-nos, sobretudo, nos trabalhos de Michel Pêcheux 1993, 1995, 2002, 2009, 2010, 2011, 2017),Eni Orlandi (2007, 2011, 2012, 2015), Indursky (2011, 2013), Mariani (1998), Silva Filho (2021), além de pesquisadores que reforçam essa mesma perspectiva teórica.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1018287 - MARCELO NICOMEDES DOS REIS SILVA FILHO
Externo ao Programa - 1650492 - MONICA DA SILVA CRUZ
Externo à Instituição - IVENE CARISSINI DA MAIA - UNAM
Externo à Instituição - PAULO CESAR TAFFARELO - UNEMAT

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