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Banca de DEFESA: ANTONIA BEATRIZ DE PAULA VIANA

2026-02-19 11:41:14.391

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIA BEATRIZ DE PAULA VIANA
DATA: 25/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/yej-mrii-shu
TÍTULO: Entre opressões e atravessamentos: leituras interseccionais nos contos de Lindevania Martins
PALAVRAS-CHAVES: Interseccionalidade; Sistema moderno-colonial de gênero; Literatura decolonial; Resistência/Reexistência feminina; Lindevania Martins; Contos.
PÁGINAS: 142
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO: Este estudo analisa as opressões interseccionais vivenciadas pelas figuras femininas no livro de conto único Longe de Mim (2020) e nos contos “Teresa decide falar”, “Fim de Expediente” e “Duas irmãs”, da coletânea Teresa decide falar (2022), da escritora maranhense Lindevania Martins. A análise parte da compreensão do Sistema Moderno-Colonial de Gênero (Lugones, 2007), investigando como gênero, raça e classe operam de forma articulada na produção da subalternização dessas personagens em espaços marcados pela opressão estrutural. Os contos evidenciam de que maneira as sujeitas subalternizadas são atravessadas por múltiplas violências, ao mesmo tempo que constroem estratégias de resistência e reexistência frente às lógicas de dominação impostas pelo sistema moderno-colonial. Nesse sentido, a pesquisa se orienta pela seguinte questão: como as personagens subjugadas nos contos Longe de Mim, “Teresa decide falar”, “Fim de Expediente” e “Duas irmãs” resistem e reexistem diante da lógica de dominação do sistema moderno-colonial de gênero? Para responder a essa problemática, o estudo propõe: (i) desvendar as opressões de gênero, raça e classe que atravessam o cotidiano das personagens; (ii) analisar as formas de resistência construídas frente às opressões interseccionais; e (iii) traçar o perfil decolonial dessas figuras femininas a partir de seus processos de reexistência nos contextos em que estão inseridas. Os aportes teóricos que fundamentam a pesquisa ancoram-se na perspectiva decolonial de Aníbal Quijano (2005, 2007, 2009), María Lugones (2007/2014, 2020), Walter Mignolo (2007, 2017, 2021), Bernardino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel (2020), bem como nas contribuições de Lélia González (2018, 2019, 2020) e Heleieth Saffioti (1987, 2002), entre outras/os, para repensar as colonialidades que impõem barreiras às experiências das personagens. A ficção de Lindevania Martins projeta, acima de tudo, a realidade social, ao desestabilizar a “regra” da subalternidade. As personagens femininas emergem de lugares historicamente obscurecidos pelo sistema colonial de poder para reivindicar suas subjetividades, suas vozes e suas próprias narrativas. Assim, o sistema que as desumaniza — juntamente com o peso do silenciamento, do medo e da violência — é simbolicamente lançado para longe, na tentativa de transformar não apenas suas realidades individuais, mas também os contextos sociais que as cercam.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 278.003.758-03 - CRISTIANE NAVARRETE TOLOMEI
Interno - 1070846 - RUBENIL DA SILVA OLIVEIRA
Externo à Instituição - CRISTIANE DE MESQUITA ALVES - UFPA

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