Banca de DEFESA: FABIANA CORREA DA CONCEICAO
2026-02-28 06:32:13.318
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FABIANA CORREA DA CONCEICAO
DATA: 28/02/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DO RACISMO NA MÍDIA BRASILEIRA:
UM ESTUDO ENTRE MÍDIA NINJA E FOLHA DE S. PAULO
PALAVRAS-CHAVES: Análise do Discurso. Racismo. Racialidade. Discurso Midiático.
PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
RESUMO: EEsta dissertação tem como objetivo investigar como se produzem efeitos de sentido sobre o
racismo nas publicações da Folha de S. Paulo e da Mídia Ninja, observando os processos de
apagamento e visibilização da racialidade em diferentes condições de produção. Busca-se
compreender de que modo esses funcionamentos discursivos configuram a memória social
sobre a racialidade, considerando as distintas estratégias de enquadramento e suas implicações
para o enfrentamento do racismo na mídia. O interesse pela pesquisa justifica-se pela
necessidade de analisar criticamente o papel da mídia na reprodução ou no enfrentamento do
racismo, entendendo a discursividade midiática como espaço de disputa simbólica e de
constituição da memória discursiva sobre a racialidade no Brasil. A pesquisa ancora-se nos
pressupostos da Análise do Discurso de vertente materialista, nos estudos de Pêcheux (1990;
1997), Orlandi (2017; 2020), Mazière (2007), mobilizando conceitos, como formação
discursiva, interdiscurso, condições de produção e memória discursiva, dialogando com
estudos críticos que versam sobre o racismo, raça e interseccionalidade, como Almeida (2019)
e Collins (2020), bem como com os estudos que tratam sobre mídia e discurso digital, como
Sodré (2019), Dias (2011) e Mariani (1996). O corpus é composto por duas publicações
veiculadas nos espaços selecionados, organizadas segundo critérios temáticos racialmente
marcados. Metodologicamente, realiza-se a análise da materialidade linguístico-discursiva,
com foco em estratégias de silenciamento, apagamento, visibilização e deslocamento de
sentidos. Os resultados indicam diferenças significativas nos modos de construção das
narrativas: enquanto a Folha de S. Paulo, sob a lógica institucional, recorre a enquadramentos
que atenuam ou neutralizam a dimensão racial dos acontecimentos, a Mídia Ninja explicita a
violência racial e politiza os eventos discursivos. Ao evidenciar esses funcionamentos, a
pesquisa contribui para a compreensão crítica das narrativas midiáticas e para o
enfrentamento das práticas racistas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1207127 - MARIANA APARECIDA DE OLIVEIRA RIBEIRO
Interno - 1152758 - JOSE MAGNO DE SOUSA VIEIRA
Externo à Instituição - LUCIANA MARTINS ARRUDA - UEMA