Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCIO HENRIQUE MORAES REGO PEREIRA
2025-09-24 16:08:21.573
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIO HENRIQUE MORAES REGO PEREIRA
DATA: 26/09/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala B2 213 CCH
TÍTULO: JUSTIÇA, COMUNICAÇÃO POLÍTICA E DESINFORMAÇÃO: os princípios de John Rawls diante dos problemas sociais contemporâneos
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Justiça como equidade. Desinformação. Democracia digital. John Rawls. Cidadania crítica.
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: Ética
RESUMO: Esta dissertação nasce da preocupação com os impactos que a desinformação e a manipulação política têm produzido sobre a vida democrática. Ao revisitar a teoria da justiça como equidade de John Rawls, busca-se um caminho para refletir sobre como valores de liberdade, igualdade e imparcialidade podem iluminar dilemas contemporâneos. No primeiro capítulo, são apresentados os conceitos centrais de Rawls, como a posição original e o véu da ignorância, que funcionam como metáforas para garantir que as regras sociais sejam pensadas de forma justa. A partir deles, destacam-se os princípios da liberdade e da diferença, que orientam a construção de instituições capazes de respeitar direitos fundamentais e, ao mesmo tempo, corrigir desigualdades.O segundo capítulo mergulha no cenário digital, onde narrativas distorcidas, algoritmos de segmentação e bolhas de informação fragilizam a confiança pública. A desinformação, entendida não apenas como falha comunicacional, mas como fenômeno ético e político, mostra-se responsável por aprofundar divisões sociais, estimular o negacionismo e enfraquecer o diálogo democrático. Ao mobilizar autores contemporâneos, o texto demonstra como a disputa pela verdade se tornou um dos maiores desafios para a democracia atual. No terceiro capítulo, a reflexão se volta para propostas de enfrentamento. A reconstrução da esfera pública, a definição de limites éticos para a expressão digital, a busca por justiça algorítmica e a valorização da educação crítica aparecem como caminhos possíveis. O diálogo com Rawls evidencia que uma sociedade justa depende de cidadãos autônomos, instituições transparentes e de uma cultura política comprometida com a equidade. Assim, o trabalho procura contribuir para pensar a democracia na era da pós-verdade, sugerindo que a filosofia pode oferecer não apenas diagnósticos, mas também horizontes de esperança para uma cidadania mais justa e informada.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3089551 - HELDER MACHADO PASSOS
Externo ao Programa - 6265144 - ALDIR ARAUJO CARVALHO FILHO
Externo à Instituição - THALES DYEGO DE ANDRADE - UNICEUMA