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Banca de DEFESA: WENDERSON CARLOS DOS ANJOS ASEVEDO

2026-01-22 16:12:33.842

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WENDERSON CARLOS DOS ANJOS ASEVEDO
DATA: 02/02/2026
HORA: 10:00
TÍTULO: COMPREENSÃO E AUTORIDADE DA TRADIÇÃO: uma discussão da hermenêutica filosófica de Gadamer
PALAVRAS-CHAVES: compreensão, autoridade, tradição, hermenêutica filosófica
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: História da Filosofia
RESUMO: A presente pesquisa tem como temática central uma questão filosófica clássica, retomada no âmbito da hermenêutica filosófica: o problema da compreensão. Seu propósito é analisar a relação entre compreensão (Verstehen) e tradição (Überlieferung/Tradition), uma vez que, na filosofia hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, a compreensão somente se efetiva pela mediação da tradição e do reconhecimento de sua autoridade. A pesquisa, de base teórico-bibliográfica, busca responder ao problema: de que modo à tradição se constitui como condição de possibilidade para a compreensão hermenêutica, tendo em vista os fundamentos ontológico-existenciais da hermenêutica filosófica de Gadamer? Para tanto, a pesquisa concentrou-se, sobretudo na obra clássica Verdade e método, além de outros ensaios gadamerianos, bem como na interlocução com comentadores de língua nacional e estrangeira que discutem o fenômeno hermenêutico do compreender em sua relação com a autoridade da tradição e do problema da verdade. Nessa perspectiva, parte-se da pergunta moderna de como é possível à compreensão? deslocando-a do âmbito estritamente epistemológico para o horizonte da ontológico. Na concepção gadameriana, a compreensão não pode ser pensada a partir de fundamentos exclusivamente gnosiológicos, mas exige uma fundamentação hermenêutico-fenomenológica. Assim compreendida, a compreensão é concebida como um fenômeno originário, que se efetiva na experiência hermenêutica e se realiza no âmbito da práxis. Destaca-se o argumento hermenêutico-filosófico da reabilitação da tradição e a ideia da história efeitual como fundamento nuclear para a discussão acerca da experiência da compreensão. A tradição, não se configura como um objeto disponível à dominação metodológica, mas como um acontecer histórico-ontológico que se efetiva no próprio evento da compreensão, enquanto pertença. Tal pertença se dá por meio dos preconceitos (Vorurteile), compreendidos como estruturas antecipatórias produtivas da compreensão, e se explicita na consciência da história efeitual (Wirkungsgeschichtliches Bewusstsein) e no horizonte da linguagem (Sprach/Sprachlichkeit). Ao final, a pesquisa enfatiza que tanto a compreensão quanto a tradição somente podem ser pensadas em sua plenitude a partir da noção de verdade (Wahreit/Alétheia). Pensar uma hermenêutica filosófica da verdade significa refleti-la no âmbito ontológico da compreensão, sobretudo, no médium da tradição e enquanto experiência dialógica de fusão de horizontes (Horizontverschmelzung). Trata-se de pensar a verdade como um acontecimento hermenêutico (Ereignis) e como co-pertencimento, sendo a tradição o espaço de mediação em que a verdade se manifesta, reinterpreta e atualiza a própria tradição.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407368 - ALMIR FERREIRA DA SILVA JUNIOR
Externo ao Programa - 1340048 - RODRIGO VIANA PASSOS
Externo à Instituição - GUSTAVO SILVANO BATISTA - UFPI

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