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Banca de DEFESA: GUSTAVO JOSE AROUCHE SANTOS

2026-06-15 08:57:13.571

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GUSTAVO JOSE AROUCHE SANTOS
DATA: 18/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão - HU-UFMA
TÍTULO: MODELO DE FRAÇÃO DE CURA COM FRAGILIDADE GAMA NA ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA EM PACIENTES COM CÂNCER DE PRÓSTATA
PALAVRAS-CHAVES: Análise de sobrevivência; Câncer de próstata; Fração de cura; Fragilidade gama; Desigualdades em saúde.
PÁGINAS: 139
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Epidemiologia
RESUMO: O câncer de próstata constitui importante problema de saúde pública, marcado por elevada incidência, mortalidade relevante e desigualdades no acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao seguimento oncológico. Esta tese teve como objetivo analisar a sobrevida de pacientes com câncer de próstata por meio de modelos de sobrevivência com fração de cura, incorporando a heterogeneidade observada e não observada e considerando variáveis clínicas, sociodemográficas e assistenciais relacionadas ao acesso ao cuidado. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, baseado em dados secundários do Registro Hospitalar de Câncer da Fundação Oncocentro de São Paulo. Foram estimadas curvas de Kaplan-Meier, ajustados modelos paramétricos clássicos e modelos de mistura com fração de cura, com ênfase na distribuição Weibull, além da incorporação de fragilidade gama. No primeiro artigo, foram analisados 33.050 pacientes diagnosticados entre 2015 e 2022, evidenciando melhor desempenho do modelo de mistura Weibull e associação entre maior fração de cura e variáveis como tipo de atendimento, estadiamento clínico e escolaridade. No segundo artigo, com 30.743 pacientes diagnosticados entre 2016 e 2022, o modelo com fragilidade gama estimou fração de cura global de aproximadamente 76,3%, com variações importantes segundo o estadiamento clínico: 92,6% nos estágios I/II, 87,2% no estágio III e 1,5% no estágio IV. A inclusão de escolaridade e tipo de atendimento contribuiu para explicar parte da heterogeneidade inicialmente atribuída ao termo de fragilidade. Os achados discutem que a sobrevida no câncer de próstata não depende apenas da gravidade clínica, mas também das condições de inserção dos pacientes na rede assistencial. Conclui-se que os modelos de fração de cura, especialmente com fragilidade gama, constituem ferramentas relevantes para estudos oncológicos de longa duração e podem subsidiar políticas públicas orientadas à equidade no cuidado ao câncer de próstata.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2299196 - REJANE CHRISTINE DE SOUSA QUEIROZ
Interno - 2019434 - BRUNO FERES DE SOUZA
Interno - 1062554 - VANESSA MOREIRA DA SILVA SOEIRO
Externo ao Programa - 2223025 - JOSE DE RIBAMAR RODRIGUES CALIXTO
Externo à Instituição - CYNTHIA ARANTES VIEIRA TOJEIRO - UFG
Co-orientador externo à instituição - VERA LUCIA DAMASCENO TOMAZELLA - UFSCAR

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