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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA PATRICIA BARROS CAMARA

2026-06-25 14:43:37.746

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PATRICIA BARROS CAMARA
DATA: 30/06/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: DINÂMICAS ESPAÇO-TEMPORAIS DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE NO BRASIL, 2009-2025
PALAVRAS-CHAVES: A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) constitui um importante problema de saúde pública devido á elevada morbimortalidade associada aos vírus respiratórios e ao impacto sobre
PÁGINAS: 156
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) constitui um importante problema de saúde pública devido á elevada morbimortalidade associada aos vírus respiratórios e ao impacto sobre os sistemas de saúde, tornando essencial a compreensão de sua dinâmica temporal e espacial no Brasil. Esta tese analisou a evolução espacial e temporal da mortalidade hospitalar por SRAG e sua relação com os principais agentes etiológicos, variáveis sociodemográficas e regiões brasileiras, no período de 2009 a 2025. Foram desenvolvidos dois estudos, o primeiro buscou caracterizar os casos notificados de SRAG no Brasil entre 2020 e 2023, segundo características sociodemográficas, clínicas e presença de comorbidades; avaliou o padrão espacial dos óbitos e da taxa de mortalidade hospitalar (TMH) por SRAG em nível de microrregião; e analisou a evolução temporal dos óbitos e da TMH segundo os principais agentes etiológicos (Influenza, COVID-19 e Vírus Sincicial Respiratório). O segundo estudo analisou a tendência temporal da TMH por SRAG no Brasil entre 2009 e 2025 e comparou essa tendência segundo sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e regiões brasileiras. Trata-se de uma pesquisa ecológica, com dados secundários provenientes dos Sistemas de Vigilância Epidemiológica. No primeiro estudo, foram realizadas análises descritivas das características clínico-epidemiológicas, cálculo da TMH, análise temporal e espaciais em nível de microrregião, utilizando a linguagem R (versão 4.0.2). No segundo estudo, foi conduzida análise de série temporal da TMH por meio do Joinpoint Regression Program (versão 5.4.0), empregando modelo de regressão Joinpoint log-linear, com intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5%. Os resultados do primeiro estudo evidenciaram maior ocorrência de casos de SRAG entre idosos, indivíduos do sexo masculino, de raça/cor branca, com baixa escolaridade e presença de comorbidades, especialmente cardiopatias. A COVID-19 constituiu a principal causa de óbito por SRAG no período analisado, seguida pela Influenza e pelo Vírus Sincicial Respiratório. As maiores taxas de mortalidade hospitalar concentraram-se em microrregiões das regiões Norte e Nordeste, evidenciando importantes desigualdades geográficas. A análise temporal do segundo estudo demonstrou crescimento significativo da TMH por SRAG entre 2009 e 2021, período em que foi registrado o maior valor da série histórica. Observou- se maior magnitude da mortalidade entre indivíduos com menor escolaridade e na população com 60 anos ou mais. Regionalmente, as maiores taxas foram registradas nas regiões Nordeste e Norte, que apresentaram os picos mais elevados durante os anos de maior impacto epidemiológico. Após 2021, verificou-se redução progressiva da mortalidade hospitalar por SRAG e do número de óbitos, acompanhando o período pós pandemia pelo COVID-19, entretanto foi observado um aumento do número de notificações (2023-2025), evidenciando o fortalecimento das estratégias de monitoramento e vigilância na saúde pública. Os achados evidenciam que a mortalidade hospitalar por SRAG no Brasil apresenta distribuição heterogênea, fortemente influenciada por desigualdades sociodemográficas e regionais. A concentração de maiores taxas de mortalidade em populações socialmente vulneráveis e em regiões historicamente marcadas por limitações assistenciais sugere a influência dos determinantes sociais da saúde e do acesso oportuno aos serviços especializados sobre os desfechos da doença. Conclui-se que a mortalidade hospitalar por SRAG no Brasil aumentou expressivamente durante o período pandêmico, com redução nos anos subsequentes, embora persistam importantes desigualdades regionais e sociodemográficas. Os achados podem subsidiar o fortalecimento da vigilância epidemiológica e das políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis, além de reforçar o papel estratégico da vigilância da SRAG no monitoramento de vírus respiratórios e na preparação para futuras emergências em saúde pública.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador - 407662 - ALCIONE MIRANDA DOS SANTOS
Presidente - 1095586 - MARIA DOS REMEDIOS FREITAS CARVALHO BRANCO
Interno - 2299196 - REJANE CHRISTINE DE SOUSA QUEIROZ
Externo ao Programa - 2272884 - THAIS FURTADO FERREIRA

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