Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de QUALIFICAÇÃO: LILIAN FERNANDA PEREIRA CAVALCANTE

2026-06-26 07:55:38.699

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LILIAN FERNANDA PEREIRA CAVALCANTE
DATA: 02/07/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Sala de aula da Pós-Graduação em Saúde Coletiva - UFMA
TÍTULO: FATORES PERINATAIS ASSOCIADOS AO FENÓTIPO DA RESISTÊNCIA À INSULINA E À INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EM ADOLESCENTES: EVIDÊNCIAS DE UMA COORTE DE NASCIMENTO
PALAVRAS-CHAVES: Adolescente, Resistência à insulina, Inflamação sistêmica de baixo grau; Modelagem em Equações Estruturais; Fatores Perinatais; Obesidade; Sindemia.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: A inflamação sistêmica de baixo grau e a resistência à insulina são condições multifatoriais resultantes da interação dinâmica entre fatores biológicos, sociais e comportamentais ao longo do curso da vida. Evidências sugerem que exposições ocorridas durante períodos críticos do desenvolvimento, especialmente na gestação e no período perinatal, podem promover adaptações imunometabólica precoces capazes de influenciar o risco de alterações inflamatórias e metabólicas persistentes até a adolescência. O capítulo 1 dessa tese foi o desenvolvimento do artigo 1 intitulado: “Life-course trajectory of nutritional status and insulin resistance in adolescence: evidence from a birth cohort”. Este estudo teve como objetivo investigar a trajetória do estado nutricional do período gestacional até a adolescência e sua associação com a resistência à insulina, considerando os extremos do peso ao nascer para a idade gestacional — pequenos (PIG) e grandes (GIG). Trata-se de um estudo coorte em São Luís, Brasil, com dados coletados ao nascimento (baseline) e aos 18–19 anos de idade. O desfecho foi o construto Fenótipo da Resistência à Insulina índice triglicerídeo-glicose (TyG), a razão triglicerídeos/HDL-c (TG/HDL-c) e o VLDL-c no adolescente. A trajetória da associação do estado nutricional com o desfecho considerou dois modelos: Modelo 1 (exposição PIG) e modelo 2 (exposição GIG), estratificados por sexo e analisados por modelagem de equações estruturais. Nos dois modelos, a situação socioeconômica ao nascimento, a idade materna e o IMC pré-gestacional foram os determinantes distais, enquanto o IMC na adolescência foi analisado como um mediador. Com isso, os resultados encontrados sugerem que no Modelo 1 (PIG), no sexo masculino, IMC pré-gestacional (CP=0,204; p=0,032), ser PIG (CP=0,223; p=0,022) e maior IMC na adolescência (CP=0,185; p=0,019) associaram-se ao Fenótipo da Resistência à Insulina; no sexo feminino, apenas o IMC na adolescência foi associado (CP=0,239; p<0,001). No Modelo 2 (GIG), no sexo masculino o maior IMC pré-gestacional foi associado (CP=0,204; p=0,032), enquanto no sexo feminino observou-se efeito indireto do maior IMC pré-gestacional, mediado pelo maior IMC na adolescência (CP=0,057; p=0,024), que também apresentou associação direta com o desfecho (CP=0,232; p<0,001). Enquanto, o capítulo 2 foi o desenvolvimento do artigo 2 intitulado: “Vias de exposições inflamatórias na adolescência: influência de fatores perinatais e mediação pelo índice de massa corporal sob a perspectiva sindêmica”. Este estudo teve como objetivo analisar os caminhos da fase pré- 5 gestacional até adolescência associados à inflamação sistêmica de baixo grau em uma coorte de nascimento. Trata-se de um estudo coorte no Brasil, com dados do nascimento e aos 18-19 anos de idade. O desfecho foi a variável latente ‘Inflamação sistêmica’ derivada das variáveis interleucina -6 (IL-6), a proteína C-reativa (PCR), o fator de necrose tumoral-α (TNF-α) e fator de crescimento de hepatócitos (HGF) medida no adolescente. O caminho da associação com o desfecho considerou um modelo proposto: a situação socioeconômica ao nascimento, IMC no início da gestação e idade materna foram consideradas como determinantes distais. O parto, idade gestacional e sexo como variáveis intermediárias. O IMC na adolescência foi modelado como mediador proximal nesse caminho de associação com o desfecho ‘Inflamação Sistêmica’. Com isso, os resultados encontrados sugerem que a inflamação sistêmica na adolescência apresentou associação com menor situação socioeconômica efeito total (CP= -0,142; p=0,008), direto (CP= -0,239; p=0,001), indireto (CP=0,097; p=0,026), mediado pelo parto cesáreo (CP=0,081; p=0,056). O IMC materno apresentou efeito indireto (CP=0,037; p=0,044), mediado pelo IMC do adolescente (CP=0,025; p=0,018). O parto cesáreo apresentou efeito direto (CP=0,141; p=0,053), a prematuridade efeito indireto da sobre o desfecho inflamatório (CP=0,017; p=0,056), mediado pelo IMC do adolescente (CP=0,011; p=0,018). O IMC do adolescente apresentou efeito direto e indireto (CP=0,127; p=0,004) sobre a ‘Inflamação Sistêmica’. Diante disso, podemos concluir que o estado nutricional no início da vida influencia a resistência à insulina na adolescência, com maior relevância da obesidade materna na gestação e de condições intrauterinas restritivas no sexo masculino. Além disso, sob uma perspectiva sindêmica, a situação socioeconômica, o parto cesáreo, o IMC materno, a prematuridade e o IMC do adolescente, interagem e se reforçam mutualmente em um mesmo contexto epidemiológico, potencializando o risco inflamatório na adolescência.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1210245 - CECILIA CLAUDIA COSTA RIBEIRO DE ALMEIDA
Externo à Instituição - LUANA LOPES PADILHA - IFMA
Interno - 1421291 - POLIANA CRISTINA DE ALMEIDA FONSECA VIOLA
Co-orientador - 7549183 - VANDA MARIA FERREIRA SIMOES

fim do conteúdo