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Banca de QUALIFICAÇÃO: ARACELI MOREIRA DE MARTINI FONTENELE

2026-06-26 08:02:55.951

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARACELI MOREIRA DE MARTINI FONTENELE
DATA: 03/07/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de aula da Pós-Graduação em Saúde Coletiva - UFMA
TÍTULO: INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR CAUSAS EXTERNAS NO BRASIL: tendência espaço-temporal, custos e excessos de casos
PALAVRAS-CHAVES: Acidentes, Violências, Morbidade, Custos hospitalares, Séries temporais, Sistemas de Informação em Saúde
PÁGINAS: 146
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: Causas externas consistem em um importante problema de saúde pública global, em função da elevada morbimortalidade e dos significativos impactos socioeconômicos associados. O primeiro artigo da tese teve como objetivo analisar a tendência temporal de letalidade e média de permanência hospitalar, e custos de internações por causas externas no Brasil entre 2000 e 2023. Estudo de série temporal com dados de internações por causas externas registradas no Sistema de Informações Hospitalares. A análise de tendência temporal de média de permanência e letalidade foi realizada por joinpoint regression, com cálculo da variação percentual anual (VPA), variação média no período (VMP) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Custos foram mensurados por macrocusteio. De 2000 a 2023, foram registradas 23.009.176 (8,1%) internações por causas externas. A maioria na região sudeste (40,2%), homens de 20-39 anos (40,4%) e mulheres idosas (31,4%). A queda foi o tipo mais frequente (39,8%). De 2000-2023, a média de permanência foi decrescente em todas as faixas etárias, maior redução de 0-9 anos (VMP -1,27; IC95% -1,43; -1,13) e menor entre idosos (VMP -0,51; IC95% -0,77; -0,29). Houve tendência crescente na permanência de homens idosos entre 2003-2017 (VPA 0,41; IC95% 0,15;2,46) e mulheres idosas entre 2005-2017 (VPA 0,72; IC95% 0,30;2,49). A letalidade apresentou tendência decrescente de 2000-2023 (VMP -0,58; IC95% -1,10; -0,04), com maiores proporções em idosos (homens: 7,2%; mulheres: 5,0%). As internações geraram custo total de R$ 44.294.855.322,91, maiores gastos na região sudeste (R$ 18.334.466.803,85) e entre homens (R$ 30.650.727.540,30). O segundo artigo teve como objetivo estimar o excesso de internações por causas externas no Brasil, segundo sexo, idade, estado e grupos de causas de 2010 a 2024. Estudo de série temporal com dados de internações por causas externas registradas no SIH/SUS. Para estimar as internações esperadas, foram modelados 60 meses correspondentes aos cinco anos anteriores ao início da série de análise (2005 a 2009) para predizer os 12 meses de 2010, utilizando um modelo linear generalizado. As estimativas mensais obtidas foram posteriormente somadas para compor a estimativa anual de internações esperadas de 2010. Esse procedimento foi realizado ao longo da série temporal, utilizando-se sempre os cinco anos anteriores para predizer o ano subsequente. De 2010 a 2024, foram registradas 17.413.067 internações por causas externas no SIH/SUS, e um excesso de 1,03% em relação ao esperado. As internações foram mais frequentes em homens (67,96%) com idade de 20-59 anos (60,78%). Quedas constituíram a principal causa de internação (37,25%), seguidas por outras causas externas (29,40%) e acidentes de transporte (18,95%). Houve redução das internações entre 2012 e 2018, queda em 2020 e aumento a partir de 2021. O excesso foi maior entre mulheres (1,72%), indivíduos de 0-19 anos (1,72%) e ≥60 anos (1,23%), e em internações por lesões autoprovocadas (3,43%) e quedas (1,63%). Entre 2020 e 2024, o excesso de internações foi maior no Amapá (36,19%), Acre (9,81%) e Mato Grosso (7,18%). Causas externas permanecem como grave problema de saúde do Brasil. Apesar da redução na letalidade, seus custos ainda são elevados, demandam fortalecimento da rede de saúde e controle dos determinantes desses agravos. Porém, embora tenha se identificado baixo excesso de internações, sua magnitude é elevada e aumenta ao longo dos anos, reforçando a necessidade de qualificar os sistemas de informação para subsidiar a elaboração de estratégias de vigilância e controle desses agravos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1159347 - BRUNO LUCIANO CARNEIRO ALVES DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - MÁRCIO DÊNIS MEDEIROS MASCARENHAS - UFPI
Interno - 1207218 - VANESSA RAGONE AZEVEDO

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