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Banca de DEFESA: ANA PATRICIA BARROS CAMARA

2026-08-06 07:31:48.759

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PATRICIA BARROS CAMARA
DATA: 14/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula da Pós-Graduação em Saúde Coletiva - UFMA
TÍTULO: DINÂMICAS ESPAÇO-TEMPORAIS DA MORTALIDADE HOSPITALAR POR SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE NO BRASIL, 2009-2025
PALAVRAS-CHAVES: Síndrome Respiratória Aguda Grave. Mortalidade Hospitalar. Série Temporal. Análise Espacial. Vigilância Epidemiológica. Vírus Respiratórios.
PÁGINAS: 162
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) constitui importante problema de saúde pública devido a elevada morbimortalidade associada aos vírus respiratórios e ao impacto sobre os sistemas de saúde, tornando essencial a compreensão de sua dinâmica temporal e espacial no Brasil. Esta tese analisou a evolução espacial e temporal da mortalidade hospitalar por SRAG e sua relação com os principais agentes etiológicos (Influenza, Vírus Sincicial Respiratório e SARS-CoV-2), variáveis sociodemográficas e macrorregiões brasileiras, no período de 2009 a 2025. Trata-se de pesquisa ecológica, com dados secundários provenientes dos Sistemas de Vigilância Epidemiológica, divididas em dois estudos. No primeiro, foram realizadas análises descritivas das características clínico-epidemiológicas, cálculo da taxa de mortalidade hospitalar (TMH) por SRAG, análise temporal e espaciais em nível de microrregião, utilizando a linguagem R (versão 4.0.2). No segundo, foi empregado modelo de regressão Joinpoint log-linear para viabilizar análise de série temporal da TMH por SRAG por meio do Joinpoint Regression Program (versão 5.4.0), considerando o intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5%. Os resultados são apresentados na forma de dois artigos. No primeiro evidenciou-se que de 2020 a 2023 houve maior ocorrência de casos de SRAG entre idosos, indivíduos do sexo masculino, de raça/cor branca, com baixa escolaridade e presença de comorbidades, especialmente cardiopatias. A COVID-19 constituiu a principal causa de óbito por SRAG no período analisado, seguida pela Influenza e pelo Vírus Sincicial Respiratório. As maiores taxas de mortalidade hospitalar concentraram-se em microrregiões das regiões Norte e Nordeste, evidenciando importantes desigualdades geográficas. A análise temporal do segundo artigo demonstrou crescimento significativo da TMH por SRAG de 2009 a 2021, período em que foi registrado o maior valor da série histórica. Observou-se maior magnitude da mortalidade entre indivíduos com menor escolaridade e na população com 60 anos ou mais. Regionalmente, as maiores taxas foram registradas nas regiões Norte e Nordeste, que apresentaram os picos mais elevados durante os anos de maior impacto epidemiológico. Após 2021, verificou-se redução progressiva da mortalidade hospitalar por SRAG e do número de óbitos, acompanhando o período pós pandemia pela COVID-19, entretanto foi observado aumento do número absoluto de notificações (2023-2025), evidenciando a reconfiguração e o fortalecimento das estratégias de monitoramento e vigilância na saúde pública. Os achados evidenciam que a mortalidade hospitalar por SRAG no Brasil apresenta distribuição heterogênea, fortemente influenciada por desigualdades sociodemográficas e regionais. A concentração de maiores taxas de mortalidade em populações socialmente vulneráveis e em regiões historicamente marcadas por limitações assistenciais sugere a influência dos determinantes sociais da saúde e do acesso oportuno aos serviços especializados sobre os desfechos desfavoráveis da SRAG. Conclui-se que a mortalidade hospitalar por SRAG no Brasil aumentou expressivamente durante o período pandêmico, com redução nos anos subsequentes, embora persistam importantes desigualdades regionais e sociodemográficas. Os achados podem subsidiar o fortalecimento da vigilância epidemiológica e das políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis, além de reforçar o papel estratégico da vigilância da SRAG no monitoramento de vírus respiratórios e na preparação para futuras emergências em saúde pública.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador - 407662 - ALCIONE MIRANDA DOS SANTOS
Externo à Instituição - CLARISSA GALVAO DA SILVA LOPES - UEMA
Interno - 035.010.843-90 - ELISA MIRANDA COSTA
Externo ao Programa - 1259945 - LAYZE BRAZ DE OLIVEIRA
Presidente - 1095586 - MARIA DOS REMEDIOS FREITAS CARVALHO BRANCO
Interno - 1096903 - MARIA TERESA SEABRA SOARES DE BRITTO E ALVES

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