Banca de DEFESA: LEONARDO BARBOSA BARROS
2024-12-04 11:11:56.587
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEONARDO BARBOSA BARROS
DATA: 27/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/qpr-sbnv-bom
TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DOS ESCRAVIZADOS NO JORNAL PUBLICADOR MARANHENSE (1845-1850).
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Representações sociais. Escravidão. Jornalismo. Maranhão. Século XIX. Resistência.
PÁGINAS: 189
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Na década de 1840, o Maranhão enfrentava uma crise econômica acentuada pelo declínio da produção de algodão, o que impactou diretamente a estrutura social e econômica da região, ainda profundamente dependente do trabalho escravo. Nesse contexto, os debates sobre a abolição do tráfico de escravizados para o Brasil se intensificavam, gerando discussões sobre a escravidão e suas implicações sociais. A pesquisa visa compreender como as dinâmicas escravistas e as representações dos escravizados eram construídas no jornal Publicador Maranhense entre 1845 e 1850. A escolha desse periódico como objeto de estudo se justifica pelas suas publicações relacionadas à escravização, como anúncios de fugas, vendas, aluguéis e compras de escravizados, além de notícias sobre a formação de quilombos e crimes atribuídos a cativos. Tais representações no jornal, em grande parte produzidas por proprietários de escravizados ou autoridades, revelam não apenas como a sociedade maranhense percebia os negros cativos, mas também como o sistema escravista se legitimava e se fortalecia socialmente. A pesquisa fundamenta-se na teoria da representação social, proposta por Roger Chartier, que analisa como os grupos sociais constroem significados e imagens coletivas sobre sujeitos e fenômenos. No caso dos escravizados, as representações no Publicador Maranhense são vistas como construções que reforçam ou contestam a estrutura de poder vigente. A metodologia utilizada combina análises qualitativas e quantitativas. A análise qualitativa foca nos anúncios de fuga, venda e aluguel de escravizados, bem como nas notícias sobre quilombos e crimes atribuídos a cativos, com o intuito de identificar os discursos e os significados atribuídos aos escravizados em diferentes contextos. A análise quantitativa, por sua vez, concentra-se no levantamento de dados presentes nos anúncios de fuga, com o objetivo de traçar o perfil dos cativos, como idade, gênero, origem e as marcas de violência sofridas, além das estratégias utilizadas para a fuga, evidenciando as formas de resistência e a tentativa de afirmação da humanidade dos escravizados. Portanto, a análise do Publicador Maranhense demonstra que os escravizados eram frequentemente representados como objetos de comércio ou como figuras passivas. Contudo, os atos de resistência, como as fugas, são interpretados como formas de luta contra o sistema de opressão e a busca pela liberdade. A partir da análise dos anúncios de fuga, observou-se que a maioria dos cativos nas publicações apresentava características variadas, como ofícios, idades, gêneros, origens e motivações, evidenciando que eram sujeitos de suas próprias histórias.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELIZABETH SOUSA ABRANTES - UEMA
Interno - 271716 - JOSENILDO DE JESUS PEREIRA
Presidente - 1494522 - REGIA AGOSTINHO DA SILVA