Banca de QUALIFICAÇÃO: ALESSANDRA CRISTINA COSTA MONTEIRO
2024-12-17 06:22:51.811
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALESSANDRA CRISTINA COSTA MONTEIRO
DATA: 03/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/tjq-zqya-xsj
TÍTULO: Circulação, conhecimento e poder: Martinho de Melo e Castro e a História Natural da América portuguesa - Século XVIII (1770-1795).
PALAVRAS-CHAVES: História Natural. América do Norte. África. Século XVIII.
PÁGINAS: 83
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Esta pesquisa busca entender a inserção das práticas científicas nas capitanias do Norte da América Portuguesa na segunda metade do século XVIII Maranhão, Pará, Bahia, Pernambuco e Paraíba - durante a administração de Martinho de Melo e Castro. Nesse sentido, o recorte temporal compreende o período de 1770 à 1795 momento que correspondente ao governo de Melo e Castro como Secretário de Estado da Marinha e Ultramar. Nessa perspectiva, sob a influência do Iluminismo e com as mudanças introduzidas durante a administração do Marquês de Pombal, a Coroa portuguesa renovaria seu interesse em suas possessões ultramarinas e nos seus produtos naturais, desenvolvendo esforços para melhor conhecê-los e utilizá-los. Dito isso, o Norte da América portuguesa estava conectado ao Império português por vias marítimas e, através delas havia uma intensa circulação de textos como correspondências, textos científicos, além de espécies dos três reinos: vegetal, animal e mineral. Assim, buscamos entender o Atlântico como palco das práticas científicas, já que por ele inúmeras remessas de produtos naturais chegaram ao Reino para compor os Museus e Academias Científicas de Portugal. Por meio das correspondências trocadas entre os governadores das capitanias do Norte do Brasil, de África e Martinho de Melo e Castro verificamos que havia conexões entre diferentes espaços coloniais que não transcorreu somente entre a conquista e o Reino, mas sim, entre as diversas instâncias do Império colonial português, inclusive de capitania para capitania, assim como de África para o Brasil de onde vieram inúmeras remessas de produtos naturais para os portos brasileiros com destino a Portugal estabelecendo uma rede de contatos e informações entre os agentes coloniais. Para tal estudo, a história conectada surge como uma alternativa metodológica ao historiador, expandindo a unidade de análise para as mais diversas temporalidades e articulações entre espaços globais, como as conexões entre a América, Europa e África. Portanto, os manuscritos analisados abrem uma via de investigação relevante para estudos no campo da História Natural, englobando aspectos pertinentes para o estudo do Iluminismo luso, da circulação do saber no império português e da importância da natureza para as questões estratégicas de poderes locais. Portanto, ao longo do século XVIII, conhecer e reconhecer as potencialidades naturais dos territórios coloniais significava ter poder, e este poder se traduzia, também, na construção de ciência no Império português.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1434296 - ALIRIO CARVALHO CARDOSO
Presidente - 1818212 - POLLYANNA GOUVEIA MENDONCA MUNIZ
Interno - 108.095.668-93 - RAFAEL IVAN CHAMBOULEYRON