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Banca de QUALIFICAÇÃO: JANE CLEA DA CUNHA SOUSA

2025-01-09 09:09:01.692

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JANE CLEA DA CUNHA SOUSA
DATA: 02/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/ias-noxs-smf
TÍTULO: ANTÔNIO VIEIRA VERSUS CAMARISTAS: Conflitos e disputas pelo poder temporal dos indígenas (Maranhão, 1653-1661)
PALAVRAS-CHAVES: Antônio Vieira; Camaristas; Disputas; Poder temporal; Indígenas; Discurso.
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Pretendemos analisar o conflito pelo poder local no Maranhão seiscentista entre os colonos, representados pelo corpo camarista, cujos integrantes eram denominados de “homens bons”, e a ordem religiosa Companhia de Jesus, representada pelo padre português Antônio Vieira. O recorte temporal compreende o período de 1653 a 1661, que marca a vinda da terceira leva de missionários jesuítas para o Estado do Maranhão, tendo o padre Antônio Vieira como seu superior, bem como o ano da expulsão dos jesuítas. Esse período se apresenta como um dos mais tensos entre colonos e religiosos devido à aplicação da Lei de 1653, obrigando a presença de religiosos nos descimentos, e da Lei de 9 de abril de 1655, concedendo o poder, tanto espiritual quanto temporal, à Companhia de Jesus. Esta lei promoveu uma reviravolta no processo político-administrativo da colônia, despertando o descontentamento dos camaristas. O descontentamento desse grupo se apresenta em cartas de vereações, a exemplo da carta de 27 de abril de 1654, como também dos registros feitos no Livro de Acordãos da Câmara de São Luís, de 1649-1654. As respostas de Vieira aos camaristas encontram-se nos textos que concebeu de 1654 a 1661, a exemplo dos sermões - Sermão de Santo Antônio aos peixes (1654), Sermão da Primeira Oitava (1656) e o Sermão da quarta dominga da quaresma (1660) - assim como das cartas dirigidas ao Senado da Câmara do Pará em 1661. Para promover a análise do discurso polêmico entre esses dois grupos (jesuítas e camaristas), utilizaremos as concepções do dialogismo bakhtiniano. Mikhail Bakhtin estabelece que as relações dialógicas são relações sociais de valores que constituem um enunciado dotado de um discurso ideológico. Neste sentido, de acordo com o filósofo da linguagem russo, é preciso levar em conta quem escreve, para quem se dirige tal texto e em qual situação foi produzido para assim podermos compreender a intencionalidade do autor (BAKHTIN, 2011, p. 307-308, 311).
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - HELIDACY MARIA MUNIZ CORREA - UEMA
Externo ao Programa - 1579924 - LUIZ EDUARDO SIMOES DE SOUZA
Presidente - 1753658 - MARIA IZABEL BARBOZA DE MORAIS OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2091312 - MARIZE HELENA DE CAMPOS

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