Banca de QUALIFICAÇÃO: CARLOS AUGUSTO LIMA BARROS
2025-04-02 10:00:46.997
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLOS AUGUSTO LIMA BARROS
DATA: 17/04/2025
HORA: 15:00
TÍTULO: O ORIENTE ASCENDE EM ROMA: uma análise das representações documentais do imperador romano Heliogábalo (218-222).
PALAVRAS-CHAVES: Heliogábalo; Roma; Síria; Oriente; Identidade cultural; História conectada; Vir; Representação; Mos Maiorum; História Augusta; Dião Cassio; Herodiano.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Heliogábalo foi um jovem imperador que governou Roma durante os anos de 218 a 222 d.C.. Ele ascendeu ao trono com seus 14 anos e governou até os 18 anos, sua origem remonta a cidade de Emesa, na Síria, sendo neto de Julia Mesa, grande responsável pela sua chegada ao trono e pertencente a uma linhagem síria do qual também descendia sua irmã, Julia Domna que havia sido casada com o imperador romano Septímio Severo e também sido mãe do seu sucessor, Caracala. Do governo de seu cunhado até de seu sobrinho-neto, Mesa permaneceu na corte imperial romana, contudo o último acaba por sofrer um golpe de Estado e esta é expulsa para sua terra natal em Emesa, por lá, irá se aliar com soldados estacionados na região e dar um golpe de estado que tornaria seu neto o novo imperador em Roma. Em meio aos seus quatro anos de governo, Heliogábalo irá sofrer críticas por parte dos autores que o retratam, ligado a formação de sua corte imperial por pessoas que eram mal vistas na sociedade romana, a manifestação de sua identidade cultural relativa à sua origem síria e oriental unida a instauração do culto em Roma à divindade de sua terra natal, Elagabalus, bem como a forma como mantinha suas relações homoeróticas e falhava em exercer a virilidade (vir) esperada de um homem romano. Esse estudo se propõe a analisar a forma como o imperador foi representado nas três documentações da Antiguidade que o mencionam, História Augusta, História de Roma de Dião Cássio e História de Roma depois de Marco Aurélio de Herodiano, a partir de três eixos: Imperador, Estrangeiro e Desviante, para isso teremos como um dos alicerces o conceito de representação de Roger Chartier (2002) e também o uso da História Conectada como forma de melhor compreender o contato entre a Síria e Roma através de Heliogábalo que acaba esbarrando nas ideias de oriente e ocidente, bem como o uso do conceito de performatividade de gênero de Judith Butler (1990) para entender a forma como o imperador se apresentava em relação ao entendimento do que era ser um homem romano naquela época.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1740711 - ALEXANDRE GUIDA NAVARRO
Interno - 2079203 - MARCUS VINICIUS DE ABREU BACCEGA
Externo à Instituição - ANA LIVIA BOMFIM VIEIRA - UEMA