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Banca de DEFESA: PAULO HENRIQUE MATOS DE JESUS

2025-08-14 11:44:07.503

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO HENRIQUE MATOS DE JESUS
DATA: 17/09/2025
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/gvh-anej-kgf
TÍTULO: “É TÃO BOM SABOREAR UM ESCÂNDALO EM LETRA DE FÔRMA”: notícias de homicídios, suicídios e mortes misteriosas, narradas pelo jornal Pacotilha, entre os dois primeiros decênios do século XX
PALAVRAS-CHAVES: História Social do Crime; imprensa maranhense; fait divers; imaginário social; Primeira República.
PÁGINAS: 130
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Esta tese investiga as narrativas jornalísticas sobre crimes violentos - homicídios, latrocínios e suicídios - publicadas pelo jornal O Pacotilha, em São Luís do Maranhão, entre as décadas de 1910 e 1920. Inscrita na perspectiva da História Social do Crime, a pesquisa analisa como essas narrativas, fortemente marcadas pelo sensacionalismo e pela estética do fait divers descrita por Roland Barthes e Dominique Kalifa, foram apropriadas e adaptadas ao contexto local, em diálogo com padrões narrativos transnacionais. A partir de casos emblemáticos, como o “Crime Monstruozo” (1913), o assassinato de Augusto Galeotti (1923) e suicídios de repercussão, o estudo identifica recursos retóricos e estratégias discursivas que, para além da função informativa, buscavam entreter, moralizar e reforçar hierarquias sociais e estereótipos de gênero, raça e classe. A investigação baseia-se em análise qualitativa de edições de O Pacotilha disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, complementada por outros periódicos contemporâneos e bibliografia especializada em imprensa, criminalidade e cultura urbana (Barthes, Kalifa, Fausto, Bourdieu, Baczko, Caimari, Bretas, entre outros). O cruzamento entre o exame das fontes ditas “primárias” e o referencial teórico permitiu compreender o papel da imprensa maranhense como agente ativo na construção do imaginário social sobre violência e ordem pública, evidenciando sua inserção nas disputas políticas e culturais da Primeira República e sua função pedagógica na formação da opinião pública.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRE PIEREZAN - UFMS
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO PENHA EVERTON - IFMA
Externo ao Programa - 1229286 - JOAO BATISTA BITENCOURT
Presidente - 1753658 - MARIA IZABEL BARBOZA DE MORAIS OLIVEIRA
Interno - 1916016 - RONI CESAR ANDRADE DE ARAUJO

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